Saúde
SUS vai oferecer vacina contra febre amarela no Nordeste e ampliar faixa etária para imunização contra gripe
A partir de 2020, o Ministério da Saúde ampliará a oferta de vacinas contra febre amarela e gripe no Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto a vacina contra a febre amarela terá uma dose de reforço para crianças com quatro anos e será ofertada em todo o país, a vacina contra a Influenza passará a incluir a faixa etária de 55 a 59 anos.
No que diz respeito à febre amarela, a vacinação contra a doença será ampliada de forma gradativa para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação. O objetivo da mudança é fazer com que todo o território passe a contar com a vacina contra febre amarela na rotina dos serviços. Até o momento, a vacina era recomendada para quem vive ou visita as regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste.
Já em relação à gripe, com o aumento da faixa etária de a partir de 60 para 55 anos, o público-alvo passará a representar aproximadamente 67,7 milhões de pessoas.
Atualmente, a vacina contra a gripe é ofertada no SUS para idosos com 60 anos ou mais; crianças de 6 meses a 5 anos; gestantes e puérperas (período de 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores de escolas públicas e privadas; povos indígenas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; forças de segurança e salvamento; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional.
As novas diretrizes sobre as Campanhas Nacionais de Vacinação foram enviadas pela pasta aos estados e aos municípios em novembro deste ano.
Febre amarela
Entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, foram confirmados 82 casos de febre amarela em humanos em 11 cidades do Brasil. Desses, 14 faleceram, segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, atualizado em julho. A maioria dos casos foi registrado em São Paulo, além de registros no Paraná, que não tinha registro de casos da doença desde 2015, e Santa Catarina.
Em março deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um comunicado recomendando que estrangeiros se vacinassem contra febre amarela antes de visitar áreas de risco de contaminação pelo vírus.
A febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte.
- Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina: portadores de HIV positivo; pacientes com tratamento quimioterápico concluído e transplantados
- Quem deve se vacinar contra a febre amarela?
Não há indicação de imunização para:
- Grávidas
- Mulheres amamentando crianças com até 6 meses
- Imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide)
Gripe
Todos os anos, o governo federal realiza uma campanha nacional de vacinação voltada a pessoas mais vulneráveis ao vírus da gripe. Em 2019, alguns estados, como Amazonas e Roraima, tiveram que antecipar o início da campanha por causa de surtos de gripe.
A vacina não é capaz de causar a gripe em quem recebe. Ela permite que o paciente fique imune aos tipos de vírus mais comuns em circulação sem ficar doente.
São vários os tipos, subtipos e linhagens de vírus causadores da gripe. Eles entram no corpo principalmente pelas vias respiratórias. O contato com pessoas doentes e com objetos contaminados são as principais formas de transmissão.
A queda das temperaturas no outono e no inverno tende a aumentar as aglomerações de pessoas em lugares fechados, sem ventilação. Portanto, são maiores também os riscos de pegar a doença.
G1
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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