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Gilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a condenação do policial militar Ítalo José de Souza Santos a 22 anos de prisão por homicídio qualificado em Mato Grosso. A decisão, assinada no último dia 8 de abril, encerra a tentativa da defesa de reverter o resultado do julgamento.

O crime ocorreu em 2012, em um bar localizado na Rua Primeiro de Março, em Cuiabá. Na ocasião, Ítalo, acompanhado de outro homem, chegou ao local em uma motocicleta, desceu, retirou o capacete e efetuou disparos contra a vítima, Rodrigo Gonçalves da Silva, que morreu no local.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri e posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que rejeitou os argumentos da defesa. Entre as teses apresentadas estavam supostas falhas processuais e a alegação de que a decisão dos jurados seria contrária às provas.

Ao analisar o recurso no STF, Gilmar Mendes destacou que não é possível reexaminar fatos e provas em instância superior, conforme estabelece a Súmula 279 da Corte. Segundo o ministro, acolher os pedidos da defesa exigiria justamente esse tipo de reavaliação, o que é vedado.

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Ele também apontou que não houve violação direta à Constituição, classificando as alegações como questões “reflexas”, ou seja, ligadas à interpretação de leis infraconstitucionais — o que impede a análise pelo Supremo.

A decisão reforça o entendimento de que o veredito do Tribunal do Júri deve ser preservado quando sustentado por provas, mesmo diante de versões divergentes apresentadas ao longo do processo. No caso, o crime foi considerado qualificado por motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da pena de prisão em regime fechado, a sentença também determinou a perda do cargo de policial militar. Com a negativa de seguimento no STF, a condenação se mantém integralmente válida.

Fonte Olhar Juridico

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Gilmar Mendes rejeita rotular facções como terroristas e alerta para perda de controle do Estado sobre presídios

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou-se de forma contundente contra a proposta de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, defendendo que o foco do país deve estar no fortalecimento do controle estatal sobre o sistema prisional e no enfrentamento estratégico do crime organizado. A declaração foi feita durante um evento realizado em Cuiabá, onde o magistrado abordou um dos temas mais sensíveis da segurança pública nacional.

O debate ganhou força após sinalizações do governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, de que avalia enquadrar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida abriria caminho para sanções econômicas mais severas e até operações conjuntas internacionais de combate a essas organizações.

Gilmar Mendes, no entanto, rechaçou essa possibilidade ao afirmar que a simples mudança de classificação não resolve o problema estrutural enfrentado pelo Brasil. Segundo ele, o desafio central está na retomada do controle das instituições sobre o sistema penitenciário, hoje amplamente influenciado por facções criminosas. O ministro alertou para o risco crescente da chamada “faccionização” nas unidades prisionais, fenômeno que fortalece essas organizações e amplia seu poder para além dos muros das cadeias.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou-se de forma contundente contra a proposta de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, defendendo que o foco do país deve estar no fortalecimento do controle estatal sobre o sistema prisional e no enfrentamento estratégico do crime organizado. A declaração foi feita durante um evento realizado em Cuiabá, onde o magistrado abordou um dos temas mais sensíveis da segurança pública nacional.

O debate ganhou força após sinalizações do governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, de que avalia enquadrar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida abriria caminho para sanções econômicas mais severas e até operações conjuntas internacionais de combate a essas organizações.

Gilmar Mendes, no entanto, rechaçou essa possibilidade ao afirmar que a simples mudança de classificação não resolve o problema estrutural enfrentado pelo Brasil. Segundo ele, o desafio central está na retomada do controle das instituições sobre o sistema penitenciário, hoje amplamente influenciado por facções criminosas. O ministro alertou para o risco crescente da chamada “faccionização” nas unidades prisionais, fenômeno que fortalece essas organizações e amplia seu poder para além dos muros das cadeias.

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“Acho que não devem ser classificadas como terroristas. Nós temos que trabalhar no sentido de controlar o sistema e evitar a necessidade dessa chamada ‘faccionização’ e, claro, diminuir a importância dessas organizações criminosas que dominam os nossos presídios”, afirmou o ministro, ao reconhecer a dimensão do problema e a influência consolidada dessas estruturas no país.

A fala do magistrado reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e coordenadas, voltadas não apenas à repressão, mas também à reorganização do sistema prisional e ao fortalecimento das instituições de segurança, em um cenário onde o crime organizado segue expandindo sua atuação e desafiando a autoridade do Estado brasileiro.

por Nayara Cristina

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