Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

É Direito

Gilmar Mendes rejeita rotular facções como terroristas e alerta para perda de controle do Estado sobre presídios

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou-se de forma contundente contra a proposta de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, defendendo que o foco do país deve estar no fortalecimento do controle estatal sobre o sistema prisional e no enfrentamento estratégico do crime organizado. A declaração foi feita durante um evento realizado em Cuiabá, onde o magistrado abordou um dos temas mais sensíveis da segurança pública nacional.

O debate ganhou força após sinalizações do governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, de que avalia enquadrar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida abriria caminho para sanções econômicas mais severas e até operações conjuntas internacionais de combate a essas organizações.

Gilmar Mendes, no entanto, rechaçou essa possibilidade ao afirmar que a simples mudança de classificação não resolve o problema estrutural enfrentado pelo Brasil. Segundo ele, o desafio central está na retomada do controle das instituições sobre o sistema penitenciário, hoje amplamente influenciado por facções criminosas. O ministro alertou para o risco crescente da chamada “faccionização” nas unidades prisionais, fenômeno que fortalece essas organizações e amplia seu poder para além dos muros das cadeias.

Leia Também:  Cancelamento de precatórios não resgatados em dois anos é inconstitucional, decide STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou-se de forma contundente contra a proposta de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, defendendo que o foco do país deve estar no fortalecimento do controle estatal sobre o sistema prisional e no enfrentamento estratégico do crime organizado. A declaração foi feita durante um evento realizado em Cuiabá, onde o magistrado abordou um dos temas mais sensíveis da segurança pública nacional.

O debate ganhou força após sinalizações do governo dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, de que avalia enquadrar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida abriria caminho para sanções econômicas mais severas e até operações conjuntas internacionais de combate a essas organizações.

Gilmar Mendes, no entanto, rechaçou essa possibilidade ao afirmar que a simples mudança de classificação não resolve o problema estrutural enfrentado pelo Brasil. Segundo ele, o desafio central está na retomada do controle das instituições sobre o sistema penitenciário, hoje amplamente influenciado por facções criminosas. O ministro alertou para o risco crescente da chamada “faccionização” nas unidades prisionais, fenômeno que fortalece essas organizações e amplia seu poder para além dos muros das cadeias.

Leia Também:  Inscrições abertas para a tradicional Corrida do Trabalhador de Nova Mutum

Leia Também: Justiça revoga prisão domiciliar e manda do Dallas Bar de volta a prisão
“Acho que não devem ser classificadas como terroristas. Nós temos que trabalhar no sentido de controlar o sistema e evitar a necessidade dessa chamada ‘faccionização’ e, claro, diminuir a importância dessas organizações criminosas que dominam os nossos presídios”, afirmou o ministro, ao reconhecer a dimensão do problema e a influência consolidada dessas estruturas no país.

A fala do magistrado reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e coordenadas, voltadas não apenas à repressão, mas também à reorganização do sistema prisional e ao fortalecimento das instituições de segurança, em um cenário onde o crime organizado segue expandindo sua atuação e desafiando a autoridade do Estado brasileiro.

por Nayara Cristina

Veja :

Propaganda

É Direito

TJMT mantém expediente e prazos suspensos com sistemas ainda fora do ar

 

Medida foi mantida após incidente de segurança atingir parte da infraestrutura tecnológica da Corte

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) permanecerá com o expediente e os prazos processuais suspensos nesta terça-feira (22), pelo segundo dia consecutivo, enquanto equipes técnicas trabalham para restabelecer os sistemas informatizados da Corte.

A prorrogação foi determinada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. Com isso, a paralisação alcança processos físicos e eletrônicos, tanto no primeiro quanto no segundo grau.

 

A indisponibilidade começou na segunda-feira (21), após o Tribunal identificar um “incidente de segurança” envolvendo parte de sua infraestrutura tecnológica. Como medida preventiva, plataformas institucionais, entre elas o Processo Judicial Eletrônico (PJe), foram retiradas temporariamente do ar.

Além da interrupção dos sistemas, o TJMT adotou medidas de proteção, como redefinição de credenciais e restrição de acessos considerados sensíveis. Equipes especializadas, com apoio de parceiros técnicos, continuam analisando o episódio e trabalhando na recuperação dos serviços.

Segundo o Tribunal, até o momento não foram encontrados indícios de uso indevido de dados relacionado ao incidente nem sinais de comprometimento dos mecanismos de backup. A previsão é que a retomada das plataformas seja feita gradualmente, depois das verificações técnicas e de segurança.

Leia Também:  Jovem é preso ao confessar que matou DJ "The Hacker"; crime pode ter relação com guerra entre facções

Com a nova portaria, os prazos processuais que começariam ou terminariam nesta terça-feira serão prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Audiências e sessões de julgamento previstas para a data também deverão ser remarcadas pelas respectivas unidades, com comunicação às partes e aos advogados.

Apesar da suspensão, serviços essenciais, atividades urgentes ou inadiáveis e o plantão judiciário continuam funcionando. Enquanto os sistemas estiverem indisponíveis, demandas urgentes poderão ser recebidas por meio físico ou por outro canal disponível.

Ainda não há informação oficial sobre quando todos os sistemas do Judiciário estadual estarão novamente disponíveis.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA