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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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Mato Grosso

Pivetta diz que quer colocar Mato Grosso como o estado com melhor IDH do Brasil

O governador de Mato Grosso, **Otaviano Pivetta (Republicanos)**, afirmou nesta terça-feira (28) que pretende fazer do Estado o líder nacional em **Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)**, indicador da Organização das Nações Unidas (ONU) que avalia a qualidade de vida da população com base em fatores como renda, saúde e educação.

Durante entrevista à imprensa, Pivetta destacou que sua prioridade é ampliar as oportunidades para a população e promover um desenvolvimento que alcance todas as regiões do Estado. Segundo ele, o objetivo é transformar Mato Grosso em referência nacional em qualidade de vida.

> “Tenho certeza de que vamos colocar Mato Grosso no pódio: será o melhor estado do Brasil em IDH, em qualidade de vida, oportunidades para os jovens, desenvolvimento e prosperidade para todo mundo”, afirmou.

O governador também ressaltou que pretende acelerar projetos estruturantes e disse acreditar que sua proposta de governo tem sido cada vez mais compreendida pela população. Para ele, o planejamento será essencial para garantir crescimento econômico aliado à inclusão social.

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Outro ponto destacado por Pivetta foi a implantação de um amplo programa habitacional. O governador relatou que visitou recentemente os bairros Jardim Mossoró e Vila Nova Canaã, em Cuiabá, onde afirmou ter se sensibilizado com as condições enfrentadas por muitas famílias.

Segundo ele, o Estado pretende ampliar os investimentos em moradia e infraestrutura, oferecendo condições mais dignas para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.

> “Nós temos um programa ousado de habitação. Ontem à noite visitei um bairro de Cuiabá e fiquei comovido com a situação que vivem as pessoas”, declarou.

Ao falar sobre seus planos para a região metropolitana, Pivetta defendeu a realização de uma reforma urbana em Cuiabá e Várzea Grande. O governador afirmou que sua experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos lhe deu conhecimento para conduzir políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano e à melhoria da qualidade de vida.

> “Temos que fazer uma reforma urbana em Cuiabá e Várzea Grande. Quero liderar esse movimento. Tenho experiência com a construção de uma cidade, porque participei em Lucas. Temos que tirar as pessoas que estão na vulnerabilidade e colocar em uma moradia digna”, concluiu.

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A declaração reforça uma das principais bandeiras da gestão estadual, que pretende ampliar os investimentos em habitação, infraestrutura e desenvolvimento social, com foco na redução das desigualdades e na elevação dos indicadores de qualidade de vida da população mato-grossense.

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