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Saúde

Quando a criança pode passar a dormir na cama?

Fases do crescimento infantil indicam a necessidade de trocar o berço pela cama

No dia a dia com uma criança pequena, existem muitos momentos que podem ser desafiadores, mas um deles pode literalmente tirar o sono de muitas famílias. A transição do berço para a cama é um período que costuma trazer dor de cabeça para os pequenos e os pais, que nem sempre sabem quando é a hora ideal para iniciar essa nova fase.

Se para as crianças esse período é assustador, por precisarem se adaptar a uma nova rotina e vencer o medo de dormirem sozinhos, para os pais é marcado de inseguranças e receios de possíveis quedas ou traumas. Mas essa transição não precisa ser sempre desconfortável.

Dar adeus ao berço e ir para a cama é um marco na vida de qualquer família e simboliza uma nova etapa do desenvolvimento da criança. Felizmente, existem algumas dicas que podem ajudar a tornar esse período de transição mais confortável.

Quando iniciar a transição para a cama?

Antes de mais nada, é preciso entender que não existe uma regra para o momento ideal para iniciar a transição do berço para a cama. Segundo a Academia Americana de Pediatria, a hora correta para iniciar esse processo é quando a altura das grades for menor que três quartos da altura da criança, equivalendo aproximadamente ao nível dos mamilos. Isso porque, neste período, escalar e saltar do berço já começa ficar mais fácil, podendo resultar em acidentes.

Além disso, também existem outros sinais que podem indicar a hora ideal para fazer a transição para a cama. Quando os pais não optam por um berço multifuncional e escolhem modelos pequenos, esse processo pode precisar ser antecipado para garantir mais conforto e segurança à criança.

Há também casos em que, seja por exposição de algum conteúdo na mídia ou contato com colegas da creche, os pequenos pedem para sair do berço antes dos pais considerarem essa possibilidade. Quando isso acontece, cabe à família avaliar se não haverá riscos para a criança e iniciar o processo.

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Dicas para tornar a transição mais tranquila
A descoberta do novo traz à tona medo para as crianças e inseguranças para os pais. No entanto, momentos como a transição do berço para a cama podem ser bem mais descomplicados do que parecem.

O ideal é que os pais envolvam a criança em todo o processo, fazendo com que eles enxerguem esse momento como algo mágico e divertido. Já para trazer mais acalento aos pais, a dica é se atentar à escolha dos móveis e a algumas medidas de segurança.

Prepare a criança com uma conversa

O primeiro passo para iniciar a transição é ter uma boa conversa com a criança. Essa prática é uma boa pedida, pois ajuda a preparar o pequeno para uma nova mudança em sua rotina. Nesse momento, é fundamental que os pais tenham paciência e expliquem com calma os motivos para a sair do berço para a cama.

É possível, por exemplo, explicar sobre o tamanho da criança, dizendo que ela não é mais um bebê. Além disso, os pais precisam estar abertos para ouvir questionamentos e ter respostas para todas as dúvidas que a criança possa apresentar.

Inclua a criança nos processos

Após explicar sobre a mudança, é hora de fazê-la entender que esse processo pode ser bem mais divertido do que se imagina. Dessa forma, mostre para a criança que ela poderá ajudar na escolha do móvel, das roupas de cama e da nova decoração do quarto.

Agora, com a tecnologia, os pais podem mostrar imagens de referências de cômodos e deixar a criança opinar e soltar a imaginação para tornar essa transição mais agradável possível, favorecendo também a adaptação.

Escolha o móvel correto

Escolher a cama mais adequada para a criança é uma etapa importante do processo. Atualmente, o mercado de móveis conta com uma infinidade de modelos que podem agradar os pequenos, alguns com formatos lúdicos, como de carros e castelos.

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Antes de escolher, é importante se atentar ao tamanho recomendado para o móvel e a qualidade dos materiais. O mais indicado é que o colchão seja antialérgico para evitar problemas respiratórios para a criança.

Para os pais que buscam por mais versatilidade, há a opção de berços multifuncionais ou camas montessorianas, móveis que acompanham o desenvolvimento da criança e podem ser usado por diferentes fases da vida. Segundo o D’Or mais Saúde, esses itens podem ser encontrados em diferentes modelos.

Faça dessa mudança uma comemoração

Além de incluir a criança nas escolhas dessa nova fase, há ainda outra atitude que pode ajudar a tornar esse processo menos desgastante. Fazer da transição para a cama uma comemoração pode tornar a aceitação do pequeno mais tranquila.

Se a criança for maiorzinha, os pais podem investir em uma festa do pijama, por exemplo. É possível reunir atividades, escolher filmes divertidos e preparar lanches para que a primeira noite seja divertida.

Atitudes assim ajudam crianças mais resistentes, mas é bom impor limites. Em alguns casos, os pais podem perceber que os pequenos querem comemorações todos os dias, portanto, vale deixar claro que essa celebração é como se fosse uma festa de aniversário para a nova fase e, por esse motivo, não pode acontecer todos os dias.

Tenha atenção às medidas de segurança

Com a mudança do móvel de dormir, as crianças passarão a ter mais autonomia e liberdade no cômodo, o que facilitará o acesso a locais que antes ficavam indisponíveis. Sendo assim, todo cuidado é pouco e os pais devem investir em adaptações em todo o espaço.

As janelas precisarão de proteções, móveis com objetos perigosos deverão ficar com o acesso mais restrito e os fios de energia elétrica deverão estão fora de alcance. Além disso, no momento de escolher a cama, os pais precisam considerar aspectos de segurança, como altura, grades e objetos pontiagudos.

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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