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Tragédia

Herdeira milionária é encontrada morta com tiro de rifle na África do Sul

A jovem de 26 anos foi encontrada sem vida em seu quarto na propriedade familiar em Leeuwfontein, na província de Limpopo, menos de 24 horas após o homicídio de Arno Koën, o gerente da propriedade, também registrado no mesmo local.

A trágica morte de Caroline von Rantzau, herdeira da empresa de navegação Deutsche Afrika-Linien (DAL), está envolta em mistério na África do Sul. A jovem de 26 anos foi encontrada sem vida em seu quarto na propriedade familiar em Leeuwfontein, na província de Limpopo, menos de 24 horas após o homicídio de Arno Koën, o gerente da propriedade, também registrado no mesmo local.

Conforme a polícia, o corpo de Caroline foi descoberto em 1º de junho, apresentando um ferimento por arma de fogo. Segundo o jornal alemão “Bild”, residentes da propriedade relataram ter ouvido disparos antes da descoberta do corpo da jovem.

A investigação considera a possibilidade de que Caroline tenha sido atingida por um rifle de caça calibre .357, um modelo semelhante a uma arma que pertence ao pai, Eberhart von Rantzau, diretor administrativo da DAL, com sede em Hamburgo, na Alemanha.

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Poucas horas antes do achado do corpo de Caroline, Arno Koën foi encontrado morto em 31 de maio, após ser baleado com uma pistola calibre 9 mm. Koën, de 44 anos, era um membro da confiança da família, descrito como confidente, mentor e figura paterna para Caroline.

“Os resultados das autópsias fornecerão aos investigadores informações sobre as causas reais da morte”, comentou Malesela Ledwaba, porta-voz do Serviço de Polícia da África do Sul. A propriedade, onde ocorreram os crimes, é conhecida por oferecer experiências de caça, sendo considerada a “principal região de safári da África do Sul”. Até o momento, ninguém foi detido em relação às investigações das duas mortes

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Justiça

Parece Mentira: Homem é preso injustamente, pede indenização e é condenado a pagar R$ 479 mil

O dentista André Luiz Medeiros Biazucci Cardoso, de 39 anos, ficou sete meses preso injustamente depois de ter sido acusado de estupro, em 2013. Em função do erro, ele pediu indenização à Justiça. Porém, se surpreendeu, pois, além de ter sido derrotado em seu pleito, se viu obrigado a pagar R$ 478,9 mil ao Estado do Rio de Janeiro.

O motivo? Ele está sendo responsabilizado pelas custas processuais e honorários da Procuradoria-Geral do estado.

André foi apontado, à época, como um estuprador em série, sendo, inclusive, apresentado à imprensa algemado como sendo responsável por sete estupros em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

O dentista ficou 210 dias preso, boa parte em isolamento total, e perdeu o emprego. Ele e seus familiares relataram à Justiça terem sofrido grandes danos materiais, morais e psicológicos em consequência da prisão.

Depois de solto, André ficou com medo de atender pacientes mulheres e de andar sozinho pelas ruas. Ele acabou sendo liberado após exames de DNA. O material genético das vítimas foi confrontado com o dele, o que resultou em um laudo de exclusão definitiva de sua autoria do crime.

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Os advogados do dentista também apresentaram provas de que ele não estava em Belford Roxo quando os estupros ocorreram. Além de tudo isso, gravações de câmeras de segurança e depoimentos reforçaram a inocência de André.

Com isso, o Ministério Público do Rio de Janeiro se manifestou pela soltura do dentista. Ele foi liberado e precisou mudar de cidade.

“André consegue se livrar das acusações, pois se submete a realizar o DNA. Uma questão curiosa é que a gente espera que o Estado prove a culpa do indivíduo, mas, nesse caso, [foi] o André que teve que se provar inocente. Ele conseguiu disponibilizar material e foi essa prova que definiu que não era o André o autor desses crimes”, afirmou Luiz Borri, advogado do dentista, em reportagem do UOL.

Pedido de indenização negado

Em 2015, André recorreu à Justiça para pedir indenização. Ele e sua família pediram cerca de R$ 4 milhões pelo erro do Estado fluminense em sua prisão. O caso passou por várias instâncias e acabou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não reconheceu o pedido.

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Em consequência, o dentista e familiares, agora, terão de arcar com todas as custas processuais do caso e os honorários da Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro.

O Estado alegou que a indenização só deveria ocorrer caso houvesse condenação final pelos crimes. André foi absolvido durante o curso do processo e o julgamento não aconteceu.

Nova tentativa

A defesa do dentista protocolou petição junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), descrevendo violação de garantias fundamentais no caso.

Os advogados de André pediram para que a CIDH responsabilize o Brasil pelo erro no processo de reconhecimento criminal. Além disso, questionou o fato de André ter de pagar ao Estado que o prendeu de forma errada. (MSN)

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