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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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Animais

Antes de ligar o carro, atenção: gatos podem se esconder no motor e sofrer ferimentos graves

Caso registrado em Alta Floresta chama atenção para um risco muitas vezes ignorado pelos motoristas; uma simples verificação antes de dar partida pode evitar acidentes e salvar animais

Um resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros em Alta Floresta nesta semana chamou atenção para um cuidado simples que pode evitar acidentes graves: verificar o veículo antes de ligar o motor, principalmente quando há gatos circulando pelas proximidades.

Na manhã desta quinta-feira (24), uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para resgatar um gato que havia ficado preso na grade frontal do para-choque de um veículo, na Avenida das Oliveiras, próximo à MT-208, em Alta Floresta.

Segundo as informações divulgadas, o animal estava preso pela região do quadril entre as estruturas da grade e não conseguia sair sozinho. Os militares realizaram a contenção e estabilização do gato antes de iniciar a retirada, evitando movimentos que poderiam provocar ferimentos. O resgate terminou sem lesões no animal e sem danos ao veículo.

O episódio serve de alerta para uma situação relativamente comum: gatos procuram espaços protegidos embaixo dos veículos e podem até entrar no compartimento do motor.

Motor pode se transformar em abrigo

O compartimento do motor reúne características que podem atrair os felinos: é fechado, protegido de chuva e vento e pode permanecer aquecido algum tempo depois que o veículo é desligado.

Gatos que vivem nas ruas ou possuem acesso livre a garagens e estacionamentos podem procurar esses espaços para descansar ou se proteger.

O problema acontece quando o motorista não percebe a presença do animal e liga o veículo.

Partes móveis do motor, como correias, polias e ventoinhas, podem provocar ferimentos extremamente graves e até levar o animal à morte.

A ASPCA, organização internacional de proteção animal, alerta que gatos de rua podem dormir sob o capô dos carros e recomenda que os motoristas façam barulho no capô antes de dar partida, justamente para permitir que o animal saia do local.

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Alguns segundos podem salvar uma vida

Criar o hábito de verificar o veículo exige poucos segundos.

Antes de entrar no carro, principalmente se ele ficou estacionado durante muitas horas, o motorista pode observar embaixo do automóvel e nas proximidades das rodas.

Também é recomendável dar algumas batidas leves no capô antes de ligar o motor. O barulho pode acordar ou assustar um gato que esteja escondido e fazer com que ele deixe o compartimento.

Se houver miados, movimentos estranhos ou qualquer suspeita da presença de um animal, o ideal é não ligar o veículo.

Nesse caso, é mais seguro abrir o capô e realizar uma inspeção visual.

Especialistas em proteção animal também recomendam verificar a região das rodas e pneus, outros locais onde pequenos animais podem permanecer escondidos. A orientação de alertar gatos antes de ligar o veículo é utilizada pela ASPCA justamente porque acidentes envolvendo correias e outras partes móveis podem causar lesões severas.

Atenção maior em garagens e estacionamentos

O cuidado deve ser reforçado em locais onde existe grande circulação de gatos.

Garagens residenciais, condomínios, estacionamentos de empresas, oficinas, chácaras, propriedades rurais e estabelecimentos comerciais são ambientes onde animais podem permanecer próximos aos veículos durante a noite.

Quem costuma alimentar gatos de rua nas proximidades de casa ou do trabalho também deve ficar especialmente atento.

Filhotes representam um risco adicional porque conseguem entrar em espaços menores e podem permanecer completamente escondidos dentro do compartimento do motor.

Se encontrar um gato, não ligue o veículo

Ao perceber que existe um animal dentro do motor, a principal recomendação é manter o carro desligado.

Não se deve tentar expulsar o gato acionando o veículo.

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O ideal é abrir o capô cuidadosamente, afastar-se um pouco e oferecer espaço para que o animal consiga sair sozinho.

Quando o gato estiver preso ou não houver condições seguras para retirá-lo, a recomendação é procurar ajuda especializada.

Foi exatamente o que aconteceu em Alta Floresta. Como o animal estava preso entre as estruturas do veículo, o Corpo de Bombeiros realizou o procedimento de retirada de forma controlada, evitando que o gato sofresse ferimentos durante o resgate.

Motorista também deve observar sinais depois de sair com o carro

Em algumas situações, o motorista pode não perceber imediatamente que existe um animal escondido.

Por isso, ruídos incomuns, miados ou movimentos vindos da região frontal do veículo devem ser investigados imediatamente.

Caso exista qualquer suspeita, o automóvel deve ser parado em local seguro e o motor desligado.

Continuar dirigindo pode aumentar significativamente o risco de ferimentos.

Hábito simples pode evitar acidentes

Assim como verificar pneus, observar se existe algum objeto atrás do veículo ou colocar o cinto de segurança, conferir rapidamente o carro antes de sair pode se transformar em um hábito diário.

Uma pequena sequência ajuda:

  • observar embaixo do veículo;
  • verificar a região das rodas;
  • dar algumas batidas leves no capô;
  • esperar alguns segundos antes de ligar;
  • prestar atenção a miados ou movimentos;
  • abrir o capô se houver qualquer suspeita;
  • nunca ligar o motor para tentar expulsar o animal.

São atitudes simples, mas capazes de evitar acidentes graves.

O resgate realizado em Alta Floresta terminou bem: o gato foi retirado sem ferimentos e entregue ao responsável pelo veículo.

O episódio, entretanto, deixa um alerta importante para todos os motoristas: antes de girar a chave ou apertar o botão de partida, alguns segundos de atenção podem ser suficientes para salvar a vida de um animal.

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