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Saúde

Mato Grosso registra 28 casos confirmados e seis mortes por meningite em 2026; Duas em Sorriso

Brain viral infection, Viral meningitis and encephalitis. 3d illustration

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) de Mato Grosso confirmou hoje (28/,4) o registro de 28 casos de meningite e seis mortes decorrentes da doença no Estado ao longo de 2026.

Segundo o órgão, a cobertura vacinal contra o meningococo C em crianças menores de 1 ano atinge o índice de 98,72% em território mato-grossense, mas a vigilância foi intensificada diante de ocorrências recentes na região Norte.

Em Sinop, a adolescente Izabela Vitória Oliveira Pinto, de 13 anos, faleceu no último sábado (25) após nove dias de internação. O óbito ocorreu após o falecimento de sua sobrinha, Cecília Emanuelle Oliveira de Mello, de 5 anos, registrado em 17 de abril com quadro compatível com meningite bacteriana.

Devido aos casos, unidades escolares da região chegaram a suspender as atividades temporariamente para a execução de protocolos sanitários e desinfecção.

A Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso confirmou o falecimento de uma moradora da Comunidade Morocó, de 40 anos, em decorrência de meningite viral. A paciente estava internada em uma unidade hospitalar em Lucas do Rio Verde e não resistiu às complicações da doença. Segundo o secretário de Saúde, Vanio de Jesus Jordani, o diagnóstico de origem viral tranquiliza as autoridades quanto ao risco de contágio em massa, uma vez que essa variante é considerada menos agressiva e possui baixo potencial de transmissão.

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Com base nos levantamentos técnicos realizados, a gestão municipal descartou qualquer cenário de surto ou pânico em Sorriso. A investigação epidemiológica confirmou que os casos registrados recentemente no município não possuem vínculo entre si, tratando-se de ocorrências isoladas. Além disso, foi esclarecido que os registros locais não têm conexão com os episódios notificados na cidade de Sinop, garantindo que a situação em território sorrisiense permanece sob controle e monitoramento rigoroso.

Apesar da estabilidade local, o cenário em Mato Grosso exige uma postura vigilante por parte da população e das autoridades. Municípios vizinhos, como Sinop, confirmaram recentemente casos de meningite bacteriana, a forma mais grave da enfermidade, que resultou no óbito de uma criança e mantém outros pacientes sob cuidados intensivos. Diante dessa proximidade, Sorriso reforçou seus protocolos de prevenção e iniciou um trabalho de orientação voltado à identificação precoce de sintomas e ao bloqueio vacinal.

A principal estratégia defendida pela Secretaria de Saúde para evitar o avanço da doença é a imunização. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um calendário completo que inclui as vacinas Meningocócica C e ACWY para bebês e adolescentes, além da Pneumocócica 10-valente e a BCG, que previnem formas graves da doença. Também está disponível a vacina Pentavalente, essencial para a proteção de bebês contra a meningite causada pela bactéria Haemophilus influenzae B.

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As autoridades reforçam que a população deve estar atenta aos sinais clínicos, como febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez na nuca, buscando atendimento médico imediato ao notar esses sintomas. Em nota oficial, a Prefeitura de Sorriso lamentou profundamente as perdas registradas na região e prestou solidariedade aos familiares das vítimas, reafirmando que a vacinação em dia continua sendo o meio mais eficaz de proteção e segurança para toda a comunidade.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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