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Agro Notícias

Sorriso: Após denúncia de moradora, Caramuru diz que houve excesso de irrigação

Após a denúncia de uma moradora próxima da Caramuru, a moradora entrou em contato com o JKNOTICIAS para esclarecer o que na NOTA diz que foi um excesso de irrigação.

A Caramuru Alimentos informa que houve um excesso de irrigação com água tratada dentro das dependências da empresa, impactando a propriedade vizinha. A companhia lamenta o ocorrido e reforça que a água tratada não é nociva para as pessoas ou animais. A Caramuru já interrompeu o sistema de irrigação, além de ter realizado a drenagem da região saturada.

Dayane Favaretto, moradora de Sorriso, entrou em contato com o JKNOTICIAS e também usou suas redes sociais para fazer graves denúncias contra a empresa Caramuru, localizada no Loteamento Valo. Em sua postagem, Dayane acusa a Caramuru de cometer crimes ambientais graves.

A denúncia foi feita através de uma série de vídeos enviados e também postados me sue Instagram e um dos vídeos ela relata uma situação recorrente e insustentável na região.

Feito pelo JKNoticias

Segundo Dayane, a empresa estaria despejando dejetos que não apenas causam mau cheiro, mas também estariam resultando na morte de animais que frequentam o local.

Nos vídeos, ela ainda afirma que já protocolou diversas queixas contra a Caramuru junto aos órgãos competentes, mas as irregularidades continuariam a acontecer. Entre as principais preocupações relatadas pela moradora está o impacto ambiental provocado pelos dejetos, que estariam contaminando o solo e a água ao redor da área onde a empresa opera.

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Outro ponto destacado por Dayane é o barulho constante das máquinas da indústria, que, segundo ela, gera um incômodo insuportável para os moradores da região. “É um barulho constante, que vai dia e noite, atrapalhando nosso descanso e prejudicando nossa qualidade de vida”, disse em um dos vídeos.

LEIA A POSTAGEM

Através de fotos e vídeos, venho expor a realidade de quem mora próximo da Caramuru. Venho solicitar alguma ajuda, alguma resposta, alguém que se importe com o nosso meio ambiente. Moro na sede de uma Fazenda bem próximo da cidade. Ao nosso redor além de várias casas, vários moradores com crianças, animais de estimações, criações de animais, horta para consumo. Temos empresas de grande porte, como Havan, Delnorte, Atacadão, rodoviária, um local com um alto volume de pessoas entrando e saindo de nossa cidade.

Já tentamos contato com a empresa, pois enfrentamos a anos, muitos problemas com a empresa Caramuru, fumaça (mesmo fora de época da seca), cheiro horrível de esgoto, mosquitos (que transmitem doenças) e moscas, em uma quantidade absurda. Um barulho que por várias vezes acontece de madrugada, o barulho é extremamente alto. Em um dos contatos com a empresa, já fomos severamente destratados onde disseram assim: olha o tamanho da empresa, os incomodados que se mudem, estamos instalados desde 2011, e se a cidade cresceu, não temos culpa, eles (empresas, novos loteamentos, casas) sabiam que a empresa já estava aqui.
Já foram efetuada ligações para a mídia local, com o intuito de expor o que está acontecendo, infelizmente as ligações são encerradas, mudam o assunto e fica por isso mesmo.
Cobram limpeza dos nossos quintais, por causa do mosquito da dengue, e cadê a fiscalização para ver dessa empresa?
Ok, mais é sério que quando ocorreu a liberação de instalação dessa empresa todos os envolvidos acharam que a cidade nunca iria crescer? Nossa cidade é tratada com tanto descaso, que ninguém nunca planejou seu crescimento? Nossa cidade é assim tão insignificante que nunca se preocuparam com impactos ambientais, ou com o bem estar da população?
Será que nós que estamos errados, será que sim, está tudo dentro das Leis Ambientais isso que está acontecendo?
Vamos marcar os candidatos e os vice a prefeitura de Sorriso, e alguns vereadores.
Vamos através das redes sociais pedir ajuda…..

A empresa Caramuru, uma das principais indústrias da região, ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.

O caso ganhou visibilidade nas redes sociais, e moradores da cidade também passaram a se mobilizar, exigindo que as autoridades ambientais investiguem o caso com rigor.

JKNOTICIAS COM NORTÃO MT E REDE SOCIAL

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Fonte: JKNoticias

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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