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Investigação Polícial

Operação mira empresa que simulava exportações de grãos para sonegar R$ 4,4 milhões em MT

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) deflagrou, hoje (12), a Operação Joio para investigar um esquema de sonegação fiscal que causou prejuízo estimado de R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. As investigações indicam que uma empresa do setor de comércio de cereais simulava exportações para evitar o pagamento de impostos. Na prática, eram emitidas notas fiscais com informações falsas, indicando compradores no exterior inexistentes.

Apesar dos registros, as mercadorias não saíam do país. Com isso, o grupo se beneficiava indevidamente da isenção tributária nas exportações e deixava de recolher o ICMS ao Estado.

Ao todo, são cumpridas 11 ordens judiciais, sendo quatro mandados de busca e apreensão e sete quebras de sigilo telemático. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Tangará da Serra e são cumpridas no município, com apoio da Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz).

Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos fiscais, contábeis e empresariais. O objetivo é reunir provas sobre a atuação de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema.

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O valor devido, já identificado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) e inscrito em dívida ativa pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), chega a R$ 4.470.635,67. Os envolvidos podem responder por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo o delegado da Defaz, José Ricardo Garcia Bruno, a operação reforça o trabalho conjunto das instituições no combate a fraudes. “A ação demonstra o compromisso em enfrentar crimes tributários e recuperar recursos que deixaram de chegar ao Estado”, afirmou.

O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére destacou que esse tipo de crime impacta diretamente a população. “A sonegação reduz a arrecadação e compromete investimentos em serviços públicos essenciais”, disse.

O Cira-MT é composto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Polícia Civil e Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). As instituições atuam de forma coordenada e permanente no combate à sonegação fiscal em Mato Grosso.

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Investigação Polícial

Operação do MPMT investiga ex-prefeito de Pontes e Lacerda e contratos que chegam a R$ 5,78 milhões

Investigação apura possíveis irregularidades em licitações, movimentações financeiras e contratos firmados durante a antiga gestão municipal; medidas incluem buscas, quebra de sigilos e bloqueio de bens

O Ministério Público de Mato Grosso deflagrou uma operação para aprofundar investigações envolvendo contratos públicos firmados pela Prefeitura de Pontes e Lacerda durante a gestão do ex-prefeito Alcino Pereira Barcelos.

A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária e envolve o cumprimento de medidas judiciais contra agentes públicos e pessoas ligadas à iniciativa privada.

A investigação apura possíveis crimes de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos órgãos de controle.

Entre os pontos analisados estão contratos celebrados entre o município e a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda.

As suspeitas ainda estão em fase de investigação e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal dos envolvidos.

Contratos chegam a R$ 5,78 milhões

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, foram identificados sete contratos entre a empresa investigada e a Prefeitura de Pontes e Lacerda.

Cinco deles, firmados entre 2022 e 2023, somariam aproximadamente R$ 4,7 milhões em valores originais.

Com a atualização monetária, o montante chegaria a cerca de R$ 5,78 milhões.

Os investigadores buscam esclarecer se houve favorecimento indevido nas contratações e se existiam relações entre agentes públicos e pessoas ligadas às empresas beneficiadas.

Também estão sendo analisados possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre os envolvidos.

Coaf identificou movimentações suspeitas

Outro ponto da investigação envolve relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.

As informações divulgadas apontam para movimentações financeiras classificadas como suspeitas e que agora fazem parte do conjunto de elementos analisados pelo Ministério Público.

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Esse tipo de movimentação, no entanto, não significa automaticamente a existência de crime.

A investigação deverá verificar a origem dos recursos, o destino dos valores e se existe alguma relação com os contratos públicos que estão sendo analisados.

Compra de fazenda entra na investigação

A operação também apura uma negociação envolvendo a aquisição da propriedade rural denominada Estância Rancho Fundo pelo ex-prefeito Alcino Barcelos.

Segundo as informações divulgadas, a negociação teria estabelecido como forma de pagamento a entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore.

Os investigadores, porém, não teriam localizado registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação apresentada.

Esse ponto também deverá ser esclarecido ao longo da investigação.

Justiça autoriza quebra de sigilos e bloqueio de bens

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão, acesso a dados telemáticos e quebra de sigilos bancário, fiscal e financeiro.

Também foi determinada a indisponibilidade de bens, direitos e valores de investigados.

A operação conta com apoio de outros órgãos públicos, entre eles a Polícia Civil e estruturas de controle do Estado.

Essas medidas têm como objetivo preservar provas e permitir o avanço das investigações.

Elas não representam condenação antecipada dos investigados.

Antiga gestão já é alvo de outras apurações

A nova investigação se soma a outros procedimentos relacionados a contratos realizados durante a antiga administração municipal.

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso já abriu procedimentos para analisar possíveis irregularidades em contratos de prestação de serviços de motoristas destinados às secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.

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Relatórios técnicos apontaram possíveis sobrepreços em determinados procedimentos licitatórios, o que levou à abertura de Tomadas de Contas Especiais para aprofundar os fatos, identificar eventuais responsáveis e calcular possíveis prejuízos aos cofres públicos.

Outro procedimento também passou a analisar contrato relacionado a obras de drenagem executadas no município.

Nesse caso, técnicos levantaram a possibilidade de pagamentos acima dos serviços efetivamente realizados, situação que também permanece sob análise dos órgãos de controle.

Procedimentos são independentes

Apesar de os diferentes casos envolverem contratos realizados durante o mesmo período administrativo, as investigações possuem objetos distintos.

O Ministério Público concentra sua apuração nos possíveis aspectos criminais, movimentações financeiras e eventuais irregularidades em licitações.

Já o Tribunal de Contas analisa principalmente a aplicação dos recursos públicos, eventual existência de sobrepreço, dano ao erário e responsabilidade administrativa.

Por isso, os valores mencionados nos diferentes procedimentos não devem ser somados automaticamente como se representassem um único prejuízo confirmado ao município.

Investigação entra em nova fase

Com o cumprimento das medidas judiciais, a investigação entra agora em uma nova etapa.

Documentos, dados bancários, movimentações financeiras e materiais apreendidos deverão ser analisados para verificar se as suspeitas encontradas possuem respaldo suficiente para o avanço da apuração.

Caso sejam identificados elementos considerados suficientes, o Ministério Público poderá apresentar denúncia à Justiça.

Até a conclusão das investigações e de eventual processo judicial, permanece válida a presunção de inocência dos investigados.

O caso deverá continuar sendo acompanhado pelos órgãos de controle diante do volume financeiro dos contratos analisados e da existência de outras apurações envolvendo a antiga administração municipal.

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