Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Animais

Antes de ligar o carro, atenção: gatos podem se esconder no motor e sofrer ferimentos graves

Caso registrado em Alta Floresta chama atenção para um risco muitas vezes ignorado pelos motoristas; uma simples verificação antes de dar partida pode evitar acidentes e salvar animais

Um resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros em Alta Floresta nesta semana chamou atenção para um cuidado simples que pode evitar acidentes graves: verificar o veículo antes de ligar o motor, principalmente quando há gatos circulando pelas proximidades.

Na manhã desta quinta-feira (24), uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para resgatar um gato que havia ficado preso na grade frontal do para-choque de um veículo, na Avenida das Oliveiras, próximo à MT-208, em Alta Floresta.

Segundo as informações divulgadas, o animal estava preso pela região do quadril entre as estruturas da grade e não conseguia sair sozinho. Os militares realizaram a contenção e estabilização do gato antes de iniciar a retirada, evitando movimentos que poderiam provocar ferimentos. O resgate terminou sem lesões no animal e sem danos ao veículo.

O episódio serve de alerta para uma situação relativamente comum: gatos procuram espaços protegidos embaixo dos veículos e podem até entrar no compartimento do motor.

Motor pode se transformar em abrigo

O compartimento do motor reúne características que podem atrair os felinos: é fechado, protegido de chuva e vento e pode permanecer aquecido algum tempo depois que o veículo é desligado.

Gatos que vivem nas ruas ou possuem acesso livre a garagens e estacionamentos podem procurar esses espaços para descansar ou se proteger.

O problema acontece quando o motorista não percebe a presença do animal e liga o veículo.

Partes móveis do motor, como correias, polias e ventoinhas, podem provocar ferimentos extremamente graves e até levar o animal à morte.

A ASPCA, organização internacional de proteção animal, alerta que gatos de rua podem dormir sob o capô dos carros e recomenda que os motoristas façam barulho no capô antes de dar partida, justamente para permitir que o animal saia do local.

Leia Também:  Lula afirma que no social é melhor que Caiado, Tarcísio, Zema e Ratinho Jr.

Alguns segundos podem salvar uma vida

Criar o hábito de verificar o veículo exige poucos segundos.

Antes de entrar no carro, principalmente se ele ficou estacionado durante muitas horas, o motorista pode observar embaixo do automóvel e nas proximidades das rodas.

Também é recomendável dar algumas batidas leves no capô antes de ligar o motor. O barulho pode acordar ou assustar um gato que esteja escondido e fazer com que ele deixe o compartimento.

Se houver miados, movimentos estranhos ou qualquer suspeita da presença de um animal, o ideal é não ligar o veículo.

Nesse caso, é mais seguro abrir o capô e realizar uma inspeção visual.

Especialistas em proteção animal também recomendam verificar a região das rodas e pneus, outros locais onde pequenos animais podem permanecer escondidos. A orientação de alertar gatos antes de ligar o veículo é utilizada pela ASPCA justamente porque acidentes envolvendo correias e outras partes móveis podem causar lesões severas.

Atenção maior em garagens e estacionamentos

O cuidado deve ser reforçado em locais onde existe grande circulação de gatos.

Garagens residenciais, condomínios, estacionamentos de empresas, oficinas, chácaras, propriedades rurais e estabelecimentos comerciais são ambientes onde animais podem permanecer próximos aos veículos durante a noite.

Quem costuma alimentar gatos de rua nas proximidades de casa ou do trabalho também deve ficar especialmente atento.

Filhotes representam um risco adicional porque conseguem entrar em espaços menores e podem permanecer completamente escondidos dentro do compartimento do motor.

Se encontrar um gato, não ligue o veículo

Ao perceber que existe um animal dentro do motor, a principal recomendação é manter o carro desligado.

Não se deve tentar expulsar o gato acionando o veículo.

Leia Também:  Veja quem são os deputados que assinaram requerimento de Ludio sobre BRT a R$ 1

O ideal é abrir o capô cuidadosamente, afastar-se um pouco e oferecer espaço para que o animal consiga sair sozinho.

Quando o gato estiver preso ou não houver condições seguras para retirá-lo, a recomendação é procurar ajuda especializada.

Foi exatamente o que aconteceu em Alta Floresta. Como o animal estava preso entre as estruturas do veículo, o Corpo de Bombeiros realizou o procedimento de retirada de forma controlada, evitando que o gato sofresse ferimentos durante o resgate.

Motorista também deve observar sinais depois de sair com o carro

Em algumas situações, o motorista pode não perceber imediatamente que existe um animal escondido.

Por isso, ruídos incomuns, miados ou movimentos vindos da região frontal do veículo devem ser investigados imediatamente.

Caso exista qualquer suspeita, o automóvel deve ser parado em local seguro e o motor desligado.

Continuar dirigindo pode aumentar significativamente o risco de ferimentos.

Hábito simples pode evitar acidentes

Assim como verificar pneus, observar se existe algum objeto atrás do veículo ou colocar o cinto de segurança, conferir rapidamente o carro antes de sair pode se transformar em um hábito diário.

Uma pequena sequência ajuda:

  • observar embaixo do veículo;
  • verificar a região das rodas;
  • dar algumas batidas leves no capô;
  • esperar alguns segundos antes de ligar;
  • prestar atenção a miados ou movimentos;
  • abrir o capô se houver qualquer suspeita;
  • nunca ligar o motor para tentar expulsar o animal.

São atitudes simples, mas capazes de evitar acidentes graves.

O resgate realizado em Alta Floresta terminou bem: o gato foi retirado sem ferimentos e entregue ao responsável pelo veículo.

O episódio, entretanto, deixa um alerta importante para todos os motoristas: antes de girar a chave ou apertar o botão de partida, alguns segundos de atenção podem ser suficientes para salvar a vida de um animal.

Propaganda

Animais

Após mais de 1,6 mil quilômetros, elefante Sandro chega a santuário em Mato Grosso

Animal de 54 anos deixou o Zoológico de Sorocaba após longa disputa judicial, protestos e forte comoção popular; agora inicia período de adaptação na Chapada dos Guimarães

Depois de mais de dois dias de viagem e cerca de 1,6 mil quilômetros percorridos entre São Paulo e Mato Grosso, o elefante asiático Sandro, de 54 anos, chegou ao Santuário de Elefantes Brasil, localizado na região da Chapada dos Guimarães.

A transferência encerra uma das fases mais marcantes da história recente do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, onde Sandro viveu por 44 anos. O animal deixou o local na tarde de quarta-feira (16) e chegou ao santuário na sexta-feira (18).

A chegada foi acompanhada com expectativa pelas equipes responsáveis pelo transporte e pelo manejo do elefante. Segundo informações divulgadas pelo santuário, o comboio chegou à propriedade por volta das 13h, no horário local.

Pouco depois, Sandro foi posicionado diante da área preparada para sua adaptação. Assim que a caixa de transporte foi aberta, o elefante saiu em poucos segundos e começou a explorar o novo ambiente.

A rapidez com que deixou a estrutura chamou a atenção da equipe do santuário, que considerou o comportamento positivo neste primeiro momento de adaptação.

Transferência foi cercada de protestos

A saída de Sandro de Sorocaba foi marcada por manifestações de moradores e frequentadores do zoológico contrários à transferência.

No dia da viagem, manifestantes se reuniram nas proximidades do recinto do animal e houve intervenção policial durante os protestos. O caso gerou forte comoção na cidade, onde Sandro era um dos animais mais conhecidos do zoológico.

A Prefeitura de Sorocaba também havia manifestado posição contrária à transferência e apresentou medidas judiciais na tentativa de manter o elefante no município. Apesar dos recursos, a determinação para transferência acabou sendo cumprida.

Leia Também:  Uma pessoa morreu após se envolver em colisão com carreta na BR-163 em Sorriso/MT

A preparação para a viagem começou dias antes. A caixa de transporte foi posicionada no recinto e Sandro passou por um período de adaptação.

No momento da transferência, ele entrou voluntariamente na estrutura antes que as portas fossem fechadas.

O transporte foi realizado em um caminhão-prancha, utilizando uma caixa especialmente preparada para suportar o peso e garantir maior segurança durante o trajeto.

Sandro viveu mais de quatro décadas em Sorocaba

Antes de chegar ao zoológico, Sandro havia sido utilizado em circo.

Ele passou a viver no Zoológico de Sorocaba em 1982 e permaneceu no local durante mais de quatro décadas.

Nos últimos anos, a permanência do elefante no zoológico passou a ser discutida judicialmente.

O debate ganhou força depois da morte da elefanta Haisa, em 2020. Desde então, Sandro permaneceu sem a companhia de outro elefante no recinto.

O Ministério Público de São Paulo ingressou com ação defendendo a transferência para o santuário, sob o argumento de que o novo espaço poderia proporcionar melhores condições para expressão de comportamentos naturais e maior área disponível para o animal.

A discussão judicial se prolongou por vários anos.

A Prefeitura de Sorocaba, por outro lado, sustentava que Sandro recebia acompanhamento adequado de veterinários e biólogos e que, por se tratar de um animal idoso, uma viagem de longa distância também representava riscos.

Santuário possui mais de mil hectares

O Santuário de Elefantes Brasil está localizado em Mato Grosso e possui uma área superior a mil hectares destinada a elefantes resgatados de situações de cativeiro.

Leia Também:  Refugiados sírios chegam hoje a Cuiabá

O espaço busca oferecer ambientes mais amplos e naturais, com vegetação, áreas abertas e condições para maior liberdade de movimentação.

Sandro é o primeiro elefante macho recebido pelo santuário.

Inicialmente, ele permanecerá em uma área de adaptação e não será colocado imediatamente em contato direto com os outros animais.

A possibilidade de socialização dependerá da evolução de seu comportamento e das avaliações realizadas pela equipe técnica.

O local não funciona como zoológico e não possui visitação pública regular. A proposta é manter os animais em grandes áreas e com menor interferência humana possível.

Nova fase será acompanhada de perto

A chegada a Mato Grosso não encerra os cuidados relacionados à transferência.

A partir de agora, Sandro deverá passar por um período de adaptação ao clima, à vegetação, aos sons e à rotina do novo espaço.

Por causa da idade, a saúde do elefante continuará sendo acompanhada de perto pela equipe técnica.

Os responsáveis pelo santuário deverão observar alimentação, movimentação, comportamento e interação com o ambiente antes de ampliar gradualmente a área disponível ao animal.

A transferência de Sandro mobilizou moradores, ativistas, autoridades, veterinários e entidades de proteção animal e colocou novamente em debate o papel dos zoológicos e dos santuários no cuidado de animais que passaram décadas em cativeiro.

Para quem acompanhou Sandro durante os 44 anos em Sorocaba, a despedida foi marcada por emoção e resistência. Em Mato Grosso, começa agora uma nova etapa da vida do elefante, em um ambiente muito diferente daquele em que viveu durante grande parte de sua história.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA