Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Golpe

Golpes digitais fazem novas vítimas e exigem atenção redobrada: veja como se proteger

 

Prisão de investigado em Sorriso por suposta participação em fraude de R$ 424 mil reforça alerta sobre golpes eletrônicos, falsos pagamentos e movimentações financeiras suspeitas

Os golpes eletrônicos continuam fazendo vítimas em diferentes regiões do país e movimentando valores cada vez mais elevados. Um caso registrado nesta sexta-feira (25), em Sorriso, no Médio-Norte de Mato Grosso, chama atenção para a necessidade de cuidados básicos antes de realizar transferências, clicar em links ou fornecer informações pessoais e bancárias.

Um homem investigado por suposta participação em um esquema de fraude eletrônica de aproximadamente R$ 424 mil foi preso enquanto trabalhava nas obras de duplicação da BR-163, em Sorriso. A prisão faz parte da Operação Firewall, deflagrada pela Polícia Civil do Pará contra um grupo investigado pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a operação busca identificar pessoas que teriam participado de movimentações financeiras relacionadas ao esquema. Como o caso ainda está sob investigação, eventuais responsabilidades individuais dependerão da apuração policial e do processo judicial.

O episódio serve de alerta para um problema que não está restrito às grandes cidades. Com a popularização do Pix, bancos digitais, aplicativos de mensagens e compras pela internet, criminosos conseguem abordar vítimas em qualquer município e podem utilizar diferentes estratégias para convencê-las a transferir dinheiro.

Golpistas exploram confiança e urgência

Uma das principais características dos golpes atuais é a chamada engenharia social.

Em vez de invadir diretamente uma conta bancária, o criminoso tenta convencer a própria vítima a fornecer informações ou realizar determinada operação.

Para isso, são utilizados argumentos que provocam medo, urgência ou sensação de oportunidade.

Entre os exemplos mais comuns estão mensagens informando sobre uma suposta dívida, bloqueio de conta, encomenda retida, compra não reconhecida, prêmio, cobrança empresarial ou necessidade urgente de pagamento.

Leia Também:  Operação prende 9 por desvio de R$ 16 milhões em cargas de soja

Em Sorriso, a própria Prefeitura emitiu um alerta recentemente após empreendedores receberem mensagens por WhatsApp sobre supostas pendências. Os golpistas encaminhavam links e solicitavam pagamentos. A orientação oficial foi para que os empresários não realizassem qualquer pagamento antes de confirmar a autenticidade da cobrança diretamente com o órgão responsável.

Pix exige atenção antes da confirmação

A rapidez do Pix representa facilidade para consumidores e empresas, mas também exige atenção.

Antes de confirmar uma transferência, é fundamental verificar o nome e os dados do destinatário apresentados pelo banco.

Se uma pessoa ou empresa enviar uma chave Pix e o nome exibido na tela não corresponder ao beneficiário esperado, a operação deve ser interrompida até que a situação seja esclarecida.

Outro cuidado importante é desconfiar quando alguém solicita uma transferência com extrema urgência e tenta impedir que a vítima faça verificações.

Golpistas podem se passar por familiares, amigos, funcionários de empresas, advogados, bancos ou órgãos públicos.

“Troquei de número” continua sendo armadilha

Um golpe bastante conhecido começa com uma mensagem semelhante a:

“Oi, esse é meu número novo.”

O criminoso utiliza fotografia retirada de redes sociais e se apresenta como filho, filha, parente ou conhecido da vítima.

Depois de estabelecer uma breve conversa, pede dinheiro para pagar uma conta ou resolver uma suposta emergência.

A prevenção é simples: antes de enviar qualquer valor, telefone para o número antigo da pessoa ou entre em contato por outro meio.

Uma confirmação de poucos minutos pode evitar prejuízos de milhares de reais.

Falso funcionário de banco

Outro golpe recorrente envolve criminosos que se apresentam como funcionários de instituições financeiras.

Eles afirmam que houve uma compra suspeita, tentativa de invasão ou movimentação irregular na conta da vítima.

Leia Também:  Escola Exponencial realiza jantar de homenagens e reconhecimento aos professores em Nova Mutum

Durante a conversa, podem solicitar senha, código recebido por SMS, instalação de aplicativo ou transferência para uma suposta “conta segura”.

Instituições financeiras não precisam que o cliente informe sua senha completa ou transfira dinheiro para outra conta para “protegê-lo”.

Diante de qualquer suspeita, o recomendado é encerrar a ligação e procurar diretamente o banco por meio do aplicativo oficial, telefone presente no cartão ou agência.

Links enviados pelo WhatsApp merecem desconfiança

Mensagens contendo links são uma das ferramentas utilizadas em diferentes modalidades de fraude.

A página pode imitar perfeitamente um site conhecido e solicitar CPF, senha, dados bancários ou cartão.

Por isso, sempre que receber uma cobrança ou aviso inesperado, é mais seguro acessar diretamente o aplicativo ou site oficial da empresa em vez de utilizar o endereço encaminhado pela mensagem.

O alerta feito recentemente aos empreendedores de Sorriso segue exatamente essa lógica: confirmar a cobrança diretamente com o órgão antes de clicar ou realizar qualquer pagamento.

Boletos também podem ser adulterados

Antes de pagar um boleto, o consumidor deve conferir o nome do beneficiário apresentado pelo banco.

Criminosos podem alterar códigos de barras ou enviar boletos falsos visualmente muito semelhantes aos verdadeiros.

Ao escanear ou digitar o código, observe quem receberá o dinheiro.

Se o beneficiário for diferente da empresa, banco ou instituição para a qual o pagamento deveria ser destinado, não conclua a operação.

Empresas também são alvos

Não são apenas pessoas físicas que precisam se proteger.

Empresas podem sofrer golpes envolvendo:

  • boletos falsificados;
  • alteração de dados bancários de fornecedores;
  • mensagens falsas atribuídas a diretores;
  • cobranças inexistentes;
  • clonagem de contas de WhatsApp;
  • invasão de e-mails;
  • falsas notificações fiscais;
  • links enviados em
Propaganda

Golpe

Banco alerta sobre golpe na hora do Pix e evita homem perder R$ 70 mil em compra de Hilux

Um homem procurou a Polícia Civil após escapar de um golpe durante a negociação para compra de uma caminhonete Hilux anunciada em Sinop. O caso foi registrado como tentativa de estelionato e envolveu ainda ameaças feitas contra a vítima após a fraude ser descoberta.

Segundo a vítima, ele estava negociando a compra da Hilux e pediu a um amigo, morador de Sinop, que verificasse pessoalmente a caminhonete antes da transferência do dinheiro.

Conforme relato, o amigo entrou em contato com o suposto vendedor, identificado como Gilmar, e combinaram que a caminhonete seria levada até a empresa onde o conhecido trabalha para realização da vistoria.

Durante a negociação, a vítima recebeu fotografias consideradas suspeitas, supostamente mostrando o veículo estacionado em frente à empresa indicada. Pouco depois, passou a receber mensagens de outro número de telefone, onde uma pessoa teria se passado pelo amigo, alegando que o celular dele havia descarregado e afirmando que já havia verificado o veículo, dizendo que “estava tudo certo” para concluir o negócio.

A vítima então tentou realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 70 mil, porém recebeu um alerta emitido pela própria instituição bancária informando se tratar de uma operação com características de possível golpe.

Leia Também:  Homem faz Pix errado, suspeito fala que conta está bloqueada e não devolve dinheiro; “vítima perdeu R$ 1.800”

Desconfiado, cancelou imediatamente a transferência e decidiu entrar em contato diretamente com o verdadeiro amigo, descobrindo que ninguém havia comparecido ao local combinado e que a caminhonete nunca havia sido apresentada.

Ao perceber que se tratava de uma tentativa de golpe, o homem afirmou ter questionado o suposto vendedor sobre a situação. Segundo o relato, após ser confrontado, o suspeito teria feito ameaças, afirmando que abriria diversas empresas em nome da vítima caso fosse registrado boletim de ocorrência.

Segundo a vítima, a chave Pix indicada para receber os R$ 70 mil estaria vinculada a uma pessoa identificada como Yefferson Alexander.

O caso foi registrado na Polícia Civil, que deverá investigar a tentativa de estelionato e as ameaças denunciadas pela vítima.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA