Mato Grosso
Falta de atendimento especializado amplia desafios de famílias com crianças neurodivergentes afirma Max Russi

Psicólogos, fonoaudiólogos e equipes multiprofissionais são fundamentais para o desenvolvimento infantil; dificuldade de acesso é maior nos municípios do interior
Garantir atendimento adequado às crianças neurodivergentes ainda é um desafio para muitas famílias em Mato Grosso, especialmente nos municípios do interior, onde a oferta de psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais especializados é mais limitada.
O tema ganhou destaque após o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defender a ampliação da rede de atendimento às crianças neurodivergentes e seus familiares. A declaração foi feita durante encontro com psicólogos, assistentes sociais e servidores, realizado em Cuiabá.
Segundo o parlamentar, a dificuldade para conseguir atendimento especializado tem aparecido de forma recorrente em agendas realizadas pelo interior do estado. Entre os profissionais apontados como necessários estão psicólogos, fonoaudiólogos e outros especialistas que atuam no acompanhamento de crianças com diferentes condições do neurodesenvolvimento.
Crianças neurodivergentes podem apresentar necessidades distintas relacionadas à comunicação, aprendizagem, comportamento, interação social, autonomia e desenvolvimento motor. Por isso, o acompanhamento precisa considerar as características e necessidades de cada criança, podendo envolver diferentes áreas profissionais.
Atendimento especializado pode fazer diferença
O cuidado adequado durante a infância pode contribuir para o desenvolvimento da comunicação, da autonomia, da aprendizagem e da participação da criança nos ambientes familiar, escolar e social.
Em muitos casos, o acompanhamento envolve diferentes profissionais, formando uma rede capaz de atender necessidades específicas de cada criança.
A dificuldade surge quando esses serviços não estão disponíveis perto de onde a família mora.
Nos municípios menores, pais e responsáveis muitas vezes precisam buscar atendimento em outras cidades, enfrentar longos deslocamentos ou recorrer à rede particular. Para famílias de menor renda, esses obstáculos podem dificultar ainda mais a continuidade do acompanhamento.
Interior enfrenta maior dificuldade
Durante o encontro realizado em Cuiabá, Max Russi afirmou que a situação é especialmente preocupante fora dos grandes centros.
“Precisamos avançar nessa política pública. É uma necessidade do nosso estado. Se temos dificuldades na capital, imagine no interior, onde é ainda mais difícil encontrar profissionais. Precisamos construir algo que consiga chegar aos municípios de Mato Grosso”, afirmou.
A proposta defendida pelo deputado é discutir uma política pública estadual que possa complementar o atendimento oferecido pelas prefeituras e ampliar a presença de profissionais especializados nos municípios.
A ideia ainda está em fase de discussão e, até o momento, não foi apresentado publicamente um programa estadual específico com orçamento, quantidade de profissionais ou cronograma de implantação detalhado.
Famílias também precisam de suporte
A falta de atendimento não afeta apenas a criança. Toda a rotina familiar pode ser alterada.
Pais e responsáveis podem precisar reduzir jornadas de trabalho, deixar empregos ou reorganizar completamente a rotina para acompanhar consultas, terapias e avaliações.
O impacto costuma ser ainda maior entre famílias com menor renda, que têm menos condições de custear atendimentos particulares ou viajar frequentemente para outros municípios.
Max Russi destacou justamente essa dificuldade ao defender maior participação do Estado no atendimento.
“Quanto mais humilde a família, maior é a dificuldade. Muitas mães não conseguem trabalhar porque não têm onde deixar o filho, não conseguem o tratamento, o laudo ou o cuidado necessário. Nós precisamos enfrentar isso”, declarou.
Rede precisa envolver saúde, educação e assistência
O atendimento às crianças neurodivergentes não depende apenas da área da saúde.
Escolas, profissionais da educação, serviços de assistência social e unidades de saúde precisam atuar de forma integrada para que as necessidades das crianças sejam identificadas e acompanhadas.
A participação da família também é essencial. Pais e responsáveis convivem diariamente com a criança e podem contribuir com informações importantes sobre comportamento, comunicação, aprendizagem e desenvolvimento.
Por isso, profissionais da área defendem que políticas públicas sejam construídas levando em consideração a realidade das próprias famílias e de quem trabalha diretamente no atendimento.
Durante o encontro, também foi defendida a necessidade de uma escuta mais próxima dos profissionais envolvidos na assistência às pessoas neurodivergentes e com deficiência.
Desafio é transformar discussão em política permanente
A discussão sobre o atendimento às pessoas neurodivergentes já vinha sendo abordada anteriormente por Max Russi. Em julho, durante visita a um projeto social em Cuiabá, o parlamentar afirmou que políticas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares deveriam integrar as discussões dos programas de governo.
Agora, o debate volta ao centro das atenções com a defesa de uma estrutura estadual mais ampla.
Para as famílias, ampliar a presença de profissionais especializados pode significar menos deslocamentos, redução de despesas e maior continuidade no acompanhamento das crianças.
Para o poder público, o desafio será transformar a demanda em uma rede permanente, com capacidade para chegar também aos municípios menores e garantir que a distância dos grandes centros não seja um obstáculo para o acesso ao cuidado especializado.
A proposta defendida por Max ocorre durante o período eleitoral de 2026. O deputado é candidato à reeleição e tem apresentado o tema entre as pautas discutidas em suas agendas de campanha.
Informações
CNH vencida tem validade prorrogada até dezembro; em Mato Grosso, renovação regular pode passar de R$ 268
Medida beneficia motoristas alcançados pela prorrogação e dá mais tempo para regularização; em Mato Grosso, custo varia conforme exames e situação do condutor
Motoristas de Mato Grosso que tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida no período abrangido pelas novas regras ganharam mais tempo para regularizar o documento.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou excepcionalmente a validade das habilitações alcançadas pela medida até 9 de dezembro de 2026, enquanto os sistemas nacionais e estaduais passam por adaptações relacionadas às mudanças na legislação de trânsito.
A medida também alcança a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC).
Na prática, os documentos enquadrados na prorrogação continuam sendo considerados válidos durante o período excepcional, evitando que o motorista precise realizar imediatamente a renovação apenas por causa do vencimento anterior.
Quanto custa renovar a CNH em Mato Grosso?
Além da questão do prazo, a renovação também pesa no bolso dos motoristas.
Em Mato Grosso, o processo regular de renovação da CNH custa R$ 189,76.
Além desse valor, o condutor precisa realizar o exame de saúde, com custo de R$ 78,39.
Assim, no procedimento mais simples, considerando a taxa de renovação e o exame médico, o valor chega a aproximadamente:
R$ 268,15.
Para motoristas que exercem atividade remunerada e precisam realizar avaliação psicológica, há ainda cobrança de R$ 101,61.
Nesse caso, o custo pode chegar a aproximadamente:
R$ 369,76.
Categorias C, D e E podem ter custo maior
Motoristas habilitados nas categorias C, D e E também precisam observar a exigência do exame toxicológico, quando aplicável.
O valor desse exame não é fixado pelo Detran-MT e pode variar de acordo com o laboratório credenciado escolhido pelo condutor.
Por isso, o custo final da renovação pode ser maior para motoristas profissionais e condutores de veículos pesados.
Outras situações também podem aumentar o valor
O preço da renovação não é igual para todos os motoristas.
Em algumas situações, podem existir procedimentos adicionais.
A junta médica, por exemplo, tem valor de R$ 235,17, enquanto a prova de atualização, quando necessária, custa R$ 46,90.
Condutores com CNH vencida há mais de cinco anos e que não possuam determinados cursos exigidos também podem precisar cumprir etapas adicionais antes de concluir a renovação.
Por isso, o valor de R$ 268,15 deve ser considerado apenas como referência para os casos mais simples.
Prorrogação dá mais tempo ao motorista
A extensão do prazo foi adotada durante a implantação de novas regras nacionais relacionadas à emissão e renovação da CNH.
As mudanças exigiram adaptações nos sistemas da Secretaria Nacional de Trânsito e dos departamentos estaduais de trânsito.
Entre os procedimentos estão a atualização de dados, integração de exames médicos, análise da situação individual dos condutores e atualização do prontuário nacional.
Por isso, as habilitações abrangidas pela regra excepcional poderão continuar válidas até dezembro.
Após o fim da prorrogação, os motoristas contemplados ainda deverão observar o prazo previsto para concluir a regularização do documento.
Nem todo motorista está protegido pela prorrogação
A extensão da validade não se aplica de forma automática a qualquer pessoa que esteja com problemas na habilitação.
Motoristas com o direito de dirigir suspenso ou com a CNH cassada continuam submetidos às restrições correspondentes.
Por isso, é importante verificar a situação individual da carteira antes de continuar dirigindo.
Renovação automática também mudou procedimentos
Outra novidade introduzida em 2026 é a possibilidade de renovação automática para determinados motoristas enquadrados nas novas regras nacionais.
O procedimento está ligado ao histórico do condutor e às condições estabelecidas pelo sistema nacional de trânsito.
Em Mato Grosso, a renovação automática é processada pelo Governo Federal, enquanto o Detran-MT continua responsável pelas etapas estaduais e pelos atendimentos que exigem procedimentos presenciais ou complementares.
Dependendo da situação, o motorista ainda pode precisar realizar exames médicos antes da conclusão da renovação.
Motorista deve consultar situação antes de pagar
Com as mudanças recentes, a orientação é que o motorista verifique a situação da própria CNH antes de iniciar qualquer procedimento ou realizar pagamentos.
Duas pessoas com documentos vencidos em períodos semelhantes podem estar submetidas a regras diferentes, dependendo da idade, categoria da habilitação, atividade remunerada, exames exigidos e histórico do condutor.
Em Mato Grosso, o processo convencional de renovação pode ser iniciado pelos canais oficiais do Detran-MT, incluindo os serviços digitais disponíveis ao cidadão.
Para o motorista mato-grossense, a prorrogação representa mais tempo para se adaptar às mudanças. Já para quem precisa fazer a renovação pelo procedimento tradicional, o gasto básico fica em torno de R$ 268,15, podendo aumentar em casos que exijam avaliação psicológica, exame toxicológico, junta médica ou outras etapas adicionais.
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