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Roubo de 132 canetas de Mounjaro em Cuiabá acende alerta para comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento

Popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” também impulsiona venda clandestina, falsificações e produtos sem procedência; autoridades alertam para riscos à saúde

O roubo de 132 canetas de Mounjaro de uma farmácia no Centro de Cuiabá chama atenção para um problema que vem crescendo junto com a popularização dos medicamentos utilizados no tratamento da obesidade: o comércio ilegal de produtos injetáveis, falsificados, contrabandeados ou vendidos fora dos canais autorizados.

O crime ocorreu em uma farmácia localizada na Avenida Getúlio Vargas. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, criminosos ameaçaram funcionários e levaram aproximadamente 33 caixas do medicamento, cada uma contendo quatro canetas. Suspeitos foram presos posteriormente e parte dos produtos foi recuperada.

O episódio evidencia o elevado valor comercial e a grande procura por esse tipo de medicamento. Embora não haja confirmação de que as unidades roubadas seriam destinadas especificamente ao mercado clandestino, autoridades sanitárias já vêm alertando para o crescimento da venda irregular de medicamentos utilizados para emagrecimento.

Mercado clandestino cresce com procura pelas canetas

Medicamentos à base de substâncias como tirzepatida e semaglutida ganharam grande popularidade nos últimos anos.

Paralelamente à venda regular em farmácias, produtos sem registro sanitário ou de origem duvidosa passaram a ser oferecidos por meio de redes sociais, sites, grupos de aplicativos de mensagens e vendedores particulares.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem adotado medidas de fiscalização e determinado apreensão e proibição de produtos comercializados irregularmente.

Entre os problemas identificados pelas autoridades estão medicamentos de origem desconhecida, importação irregular, fabricação clandestina, falsificação e produtos anunciados sem autorização para comercialização no país.

Compra pela internet e redes sociais aumenta riscos

Um dos principais alertas envolve consumidores que procuram preços mais baixos fora das farmácias e drogarias regularizadas.

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A compra em canais informais impede que o consumidor tenha segurança sobre a verdadeira procedência do produto.

Uma caneta comercializada clandestinamente pode conter dosagem diferente da informada, princípio ativo distinto daquele anunciado ou até apresentar problemas de contaminação.

Outro risco está relacionado ao transporte e armazenamento.

Medicamentos injetáveis precisam permanecer dentro de condições específicas de conservação. Caso sejam transportados de maneira inadequada ou permaneçam fora da temperatura recomendada, sua qualidade pode ser comprometida mesmo quando a embalagem aparentemente está intacta.

Roubo de medicamentos aumenta preocupação

O caso registrado em Cuiabá também desperta atenção sobre a possibilidade de medicamentos provenientes de crimes chegarem ao consumidor final por meio do mercado informal.

Mesmo quando o medicamento é originalmente verdadeiro, depois de ser furtado ou roubado não existe garantia de que tenha permanecido armazenado e transportado nas condições necessárias.

Por isso, ofertas de Mounjaro ou de outras canetas para emagrecimento por preços muito inferiores aos praticados normalmente devem ser encaradas com cautela, principalmente quando feitas por pessoas físicas, perfis desconhecidos nas redes sociais ou grupos de mensagens.

O consumidor também pode, sem saber, adquirir um produto proveniente de roubo, furto, contrabando ou falsificação.

Falsificação representa risco direto à saúde

Além da origem criminosa, existe preocupação crescente com medicamentos falsificados.

Produtos sem registro ou procedência comprovada não oferecem garantia de qualidade, segurança ou eficácia.

No caso de medicamentos injetáveis, o risco pode ser ainda maior. Falta de esterilidade, armazenamento inadequado, dosagens incorretas ou utilização de substâncias desconhecidas podem provocar efeitos adversos graves.

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A aparência da embalagem também não garante que o produto seja legítimo, já que falsificações podem reproduzir rótulos, caixas e dispositivos semelhantes aos originais.

Uso exige acompanhamento profissional

As chamadas canetas de emagrecimento não devem ser tratadas como produtos comuns de consumo.

São medicamentos que possuem indicações específicas e cujo uso precisa considerar as condições clínicas de cada paciente.

Acompanhamento profissional é importante para avaliar a indicação do tratamento, estabelecer dosagens adequadas, identificar possíveis contraindicações e acompanhar eventuais efeitos adversos.

O uso por conta própria, principalmente de medicamentos adquiridos clandestinamente, aumenta os riscos.

Desconfie de preços muito abaixo do mercado

Consumidores devem redobrar a atenção diante de anúncios prometendo medicamentos importados, sem receita, com entrega informal ou por preços muito abaixo daqueles encontrados nos estabelecimentos regulares.

Entre os sinais de alerta estão produtos vendidos sem nota fiscal, embalagens diferentes das comercializadas oficialmente no país, ausência de informações de origem e ofertas realizadas exclusivamente por perfis de redes sociais ou contatos pessoais.

A recomendação é adquirir medicamentos somente em farmácias e drogarias regularizadas e verificar a procedência antes da utilização.

A popularização das canetas para emagrecimento criou um mercado de alto valor econômico e, ao mesmo tempo, abriu espaço para falsificadores, contrabandistas e comerciantes clandestinos.

O roubo ocorrido em Cuiabá mostra que esses medicamentos também passaram a despertar o interesse da criminalidade pelo elevado valor de revenda. Para o consumidor, adquirir uma caneta fora da cadeia regular pode representar não apenas o risco de financiar um mercado ilegal, mas também colocar a própria saúde em perigo.

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Alerta

Ex-combatente volta da Ucrânia sem avisar e surpreende esposa no interior de MT

O Mato-grossense Manrique Martins, conhecido como Comodoro, chamou atenção nas redes sociais ao publicar um vídeo mostrando o retorno da Ucrânia para o Brasil. No leste europeu, Manrique serviu na Legião Internacional. Na chegada, ele surpreendeu a esposa e viralizou na internet.

Nas imagens, Manrique aparece usando roupa militar enquanto caminha por uma rua de Comodoro (a 625 Km de Cuiabá). A publicação registra o momento do retorno e a surpresa preparada para a companheira, sem que ela soubesse que ele havia voltado.

Com um buquê de flores nas mãos, Manrique entrou na unidade de saúde onde a esposa trabalha. No local, ele conversou com uma enfermeira, que o conduziu até uma sala e ajudou a preparar a surpresa.

Manrique ficou à espera da companheira até o momento em que ela entrou no ambiente. Ao perceber que o marido havia retornado, a mulher demonstrou surpresa e felicidade. Os dois se abraçaram por um longo período e caíram no choro, em uma cena marcada pela emoção do reencontro.

O vídeo foi publicado nas redes sociais e rapidamente gerou repercussão. Na gravação, o ex-combatente aparece de forma descontraída durante o retorno, enquanto a publicação faz referência à chegada inesperada para a mulher.

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A postagem ocorre após Manrique compartilhar outro vídeo em que faz um alerta a brasileiros que pensam em viajar para a Ucrânia ou para a Rússia para participar da guerra.

ALERTA

No relato, Manrique afirma que serviu na Legião Internacional e pede que jovens desistam da ideia de participar do conflito. Segundo ele, recrutadores fariam promessas de altos pagamentos para convencer estrangeiros a viajar para a região. “Por favor, não vá”, diz o brasileiro no vídeo.

Ele afirma ainda que os valores prometidos vão até R$ 50 mil por mês ou US$ 10 mil, mas as ofertas não corresponderiam à realidade.

Manrique também relata que alguns jovens seriam atraídos pela adrenalina e pela ideia de vivenciar uma guerra. Ele cita a influência de jogos eletrônicos de tiro como um dos possíveis fatores para esse interesse. (HNT)

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