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Refugiados sírios chegam hoje a Cuiabá

allahuh akbar

Centenas de imagens circulam o mundo diariamente mostrando o horror que assola a Síria. O país está em guerra há quatro anos e estimativas conservadoras apontam que mais de 200 mil pessoas foram mortas e quatro milhões de sírios abandonaram suas casas para fugir do combate entre as tropas do ditador Bashar Al-Assad e de tropas rebeldes. Sem dúvida a imagem mais emblemática da situação dos refugiados, que comoveu todo o mundo, é a do menino Aylan Curdi, de 5 anos, que foi encontrado morto em uma praia na Turquia. O barco que levava Aylan e seus pais, com destino ao Canadá, naufragou.

O caso do menino Aylan foi a gota d’água para um grupo de voluntários de Cuiabá intitulado “Ajuda às famílias refugiadas”, que já organizou casa, assistência médica e jurídica e escola para uma família que chega a Cuiabá nesta quarta-feira (30), às 11h30, no aeroporto Marechal Rondon. O grupo já conta com mais de 2.370 voluntários no Facebook.  “Tudo começou com a imagem do menino Aylan Kurdi, encontrado morto em uma praia na Turquia. Decidimos que não poderíamos mais ficar com os braços cruzados e teríamos que encontrar alguma forma para ajudar essas pessoas”, conta o empresário Vagner Giglio, que está à frente das ações para trazer mais refugiados para a capital.

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O casal Fadi Bali e Wafia al Halabi e as filhas Mirella Bali e Lida Balí, de 10 e 12 anos, respectivamente, vão receber toda a assistência necessária para recomeçar a vida em Cuiabá. Para isso, foram formados grupos de assistência médica, jurídica e educacional. A família está há sete meses em São Paulo e Fadi e Wafia, que são profissionais da saúde, ainda não conseguiram arrumar trabalho. O grupo vai dar todo o suporte para que Fadi e Wafia realizem o Revalida para exercer a profissão no Brasil, além de oferecer escola e ensino da Língua Portuguesa para toda a família.

“A nossa intenção é de poder ajudar mais famílias a reconstruírem suas vidas aqui em Cuiabá. Não podemos assistir de braços cruzados a esse crime que está sendo cometido contra a população síria”, finalizou Vagner Giglio.

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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