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Educação

Unemat abre seleção especial com 1.098 vagas para ingresso em cursos no segundo semestre de 2026

Universidade de abriu uma seleção especial para o ingresso de novos alunos no período letivo 2026/2. Ao todo, a instituição oferece 1.098 vagas presenciais, além de cadastro de reserva, distribuídas em diversos cursos e câmpus da universidade. As inscrições começam no dia 18 de maio.

O Edital nº 003/2026 regulamenta a Seleção Especial e já está disponível no portal do candidato.

A seleção será realizada por dois métodos distintos, a depender do curso escolhido: por meio das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edições de 2021 a 2025, ou via análise de histórico escolar.

Para os cursos de Direito, Enfermagem e Medicina, a seleção é exclusivamente baseada pelas notas do Enem. Os candidatos interessados nestas graduações deverão pagar uma taxa de inscrição no valor de R$ 60,00.

Já para as demais graduações a avaliação será feita com base no desempenho escolar do 1º ao 3º ano do ensino médio nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Biologia e História. Para estes cursos, a inscrição é totalmente gratuita. São eles: Administração; Agronomia; Alimentos; Arquitetura e Urbanismo; Ciência da Computação, Biológicas, Contábeis, Econômicas; Educação Física; Engenharia: de Produção Agroindustrial, Elétrica, Florestal; Geografia; Gestão de Turismo; História; Jornalismo; Letras; Matemática; Pedagogia; Processos Gerenciais; Sistemas de Informação; e Zootecnia.

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Sistema de cotas e ações afirmativas

A Unemat reserva vagas para o sistema de ações afirmativas. Podem concorrer a esta modalidade candidatos que cursaram integralmente o ensino médio em escola pública, divididos nos seguintes grupos:

Negros (pretos ou pardos): candidatos que se autodeclarem conforme critérios do IBGE e que possuam fenótipo lido socialmente como negro.

Indígenas: candidatos que comprovem pertencimento a um grupo étnico reconhecido.

Pessoas com deficiência (PCD): aqueles que apresentarem laudo médico com código da CID correspondente.

Escola Pública: demais candidatos que estudaram em instituições públicas e gratuitas.

Inscrições e prazos

As inscrições e o envio de documentos comprobatórios deverão ser realizados exclusivamente via internet, pelo endereço oficial: vestibular.unemat.br. O período para solicitação de isenção da taxa (para os cursos que a exigem) ocorre entre as 8h do dia 18 de maio e às 23h59 do dia 21 de maio de 2026.

As inscrições gerais, tanto para pagantes quanto para isentos, seguem abertas das 8h do dia 18 de maio até as 23h59 do dia 15 de junho de 2026, sempre seguindo o horário oficial de Cuiabá (MT).

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A Unemat reforça que é responsabilidade do candidato acompanhar todas as publicações e editais complementares em vestibular.unemat.br/

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Alerta

Mãe denuncia racismo recorrente contra o filho em escolas estaduais e omissão em Cuiabá

O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de acolhimento e aprendizado, tornou-se um cenário de sofrimento para o filho de Rubineia de Lourdes, um jovem de 15 anos que vem enfrentando uma persistente campanha de discriminação racial e bullying. A mãe destaca a urgência da implementação efetiva de leis de diretrizes raciais nas escolas para inibir tais situações.

A perseguição contra L.O. consolidou-se por meio do uso pejorativo do nome “Jamal”. Segundo os relatos, o termo refere-se a um meme que utiliza a imagem de um jovem negro para personificar “culpado” por crimes, mesmo sendo inocente. O bullying começou de forma pontual no 7º ano e generalizou-se no ano passado, quando o jovem tinha 14 anos.

A situação atingiu um ponto crítico na Escola Estadual Professora Ana Maria do Couto, em Cuiabá, em que, durante a exibição de um vídeo sobre racismo, colegas começaram a gritar “Cadê o Jamal?”. Em um episódio de retaliação a insultos homofóbicos, L.O. chegou a ser suspenso, mas sua mãe questionou a disparidade na punição, já que o racismo sofrido pelo filho não recebia o mesmo tipo de advertência.

“Só que o L.O. estava tão cansado de tantas dessas atitudes que ele não quis mais voltar para a escola. Isso aconteceu em novembro e eu não podia tirá-lo da escola antes do ano acabar. Ele teve que concluir o ensino fundamental lá, apesar de tudo o que aconteceu e dos apelidos”, desabafa a mãe.

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Ao ser transferido para a Escola Estadual Dione Augusta Silva Souza, também na região do Morada da Serra, em 2026, quando iniciou o ensino médio, o problema persistiu. Estudantes criaram um grupo fechado no Instagram dedicado a atacar o rapaz com montagens e ofensas. Em abril deste ano, o jovem sofreu uma crise de ansiedade severa em sala de aula, apresentando dormência nos braços e visão turva.

A mãe do estudante denunciou a negligência ao responsável na escola, mas, segundo ela, ao procurar o coordenador para relatar os ataques digitais, encontrou um profissional indiferente, que usava fones de ouvido e se recusou a registrar formalmente a reclamação no momento. Ainda alegou que o próprio aluno deveria ter feito a denúncia antes.

“Na primeira reunião de pais, eu expliquei que ele estava vindo da Ana Maria do Corpo e que lá aconteceu essa situação. Que já no primeiro dia de aula o L. O. chegou no Dione e os colegas começaram a chamar novamente ele de Jamal. Pedi demais para a coordenação ir às salas do primeiro ano para conversar e tentar resolver essa situação de uma forma mais fácil. E não foi feito nada. Sempre que meu filho chegava em casa, eu perguntava se a minha coordenação tinha procurado ele, e a resposta era sempre que não”, explica Rubineia.

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Mudança

Atualmente, o menor encontra-se em uma nova escola em que, após novas tentativas de bullying, a intervenção imediata de um mediador educacional foi eficaz. Ao conversar com a turma e estabelecer penalidades claras para o racismo, o profissional conseguiu garantir que o jovem voltasse a ser chamado pelo seu nome e respeitado pelos colegas.

“Eu não estou à procura de nenhum tratamento especial para o meu filho, eu só estou à procura de respeito e justiça. Vamos agora registrar um boletim de ocorrência, vamos ao Conselho Tutelar, à Delegacia da Infância. Iremos usar todos os recursos necessários para que a gente possa trazer justiça para o meu filho e para todos os outros alunos que também estão passando por essa situação”, desabafou Rubineia ao Gazeta Digital.

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