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Lucas: Concessão é aprovada e cidade terá estacionamento para caminhões

Um marco histórico: Na manhã desta segunda-feira (27), a Câmara de Vereadores aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei Nº 48/2024, de autoria do Poder Executivo de Lucas do Rio Verde, que autoriza a Prefeitura a realizar a concessão de direito real de uso do imóvel urbano do Município ao Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat). O espaço, localizado no Setor Industrial, será utilizado para a construção de um estacionamento exclusivo para caminhões.
“Hoje é um dia histórico! Fico muito feliz com essa aprovação! Essa parceria entre o Poder Executivo de Lucas do Rio Verde e o Sest Senat é um passo importante para proporcionar mais conforto e segurança aos nossos dedicados trabalhadores do setor de transporte. Esse estacionamento, que é uma demanda antiga, permitirá que eles deixem seus caminhões e veículos com a tranquilidade que merecem. Este projeto é muito especial e merece toda a nossa atenção, pois visa melhorar a qualidade de vida daqueles que ajudam a desenvolver o nosso município e a nossa região. Agradeço imensamente aos vereadores por terem aprovado esse nosso projeto”, enfatizou o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz.
A concessão de direito real de uso do imóvel ao Sest Senat tem como intuito a implantação de um pátio destinado aos caminhoneiros, o que representa um marco significativo na reorganização dos espaços urbanos de Lucas do Rio Verde. A iniciativa do Executivo Municipal visa, não apenas aprimorar a mobilidade urbana, mas também oferecer conforto e assistências essenciais aos caminhoneiros em um local estratégico da cidade.
Com a concessão e construção do pátio destinado aos caminhoneiros, a cidade busca garantir não apenas a qualidade de vida dos profissionais que utilizam essas vias diariamente, mas também promover uma maior segurança para todos os cidadãos que circulam na área industrial. Além disso, a iniciativa contribui para mitigar os congestionamentos e a desorganização do tráfego, fomentando uma dinâmica mais fluida e segura nas vias urbanas.
Dentre as obrigações a serem atendidas pelas concessionárias estão o início da construção do estacionamento no prazo de um ano e a conclusão das edificações no prazo de dois anos, contados da data de assinatura do Contrato de Concessão.
Fonte: Power Mix
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.





