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Saúde

PC investiga três por driblar sistema e tomar “coquetel de vacinas” em Cuiabá

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor de Cuiabá (Decon), instaurou procedimentos investigatórios para apurar suspeitas de pessoas teriam se cadastrado duas vezes para tomar vacinas das fabricantes Sinovac (Coronavac), Janssen e Pfizer contra o coronavírus (COVID-19), na campanha de vacinação em Cuiabá. As investigações preliminares têm como alvo duas mulheres e um homem que teriam realizado novo cadastro para a vacinação, mesmo depois de já terem sido imunizados, e que tomaram vacinas de duas marcas distintas.

Os procedimentos para apurar os fatos foram instaurados após a Prefeitura Municipal de Cuiabá encaminhar documentos indicando que pessoas que foram imunizadas com as vacinas Coronavac e Janssen, fizeram um novo

Os procedimentos para apurar os fatos foram instaurados após a Prefeitura Municipal de Cuiabá encaminhar documentos indicando que pessoas que foram imunizadas com as vacinas Coronavac e Janssen, fizeram um novo cadastro no site da campanha de vacinação e tomaram uma ou até as duas doses da vacina da Pfizer. Os suspeitos serão ouvidos na Decon nos próximos dias, e durante os procedimentos, também serão reunidos documentos que forem entregues por eles e pelos órgãos públicos.

De acordo com o delegado da Decon, Rogério Ferreira, se comprovada a inserção de dados falsos no site disponibilizado pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, de forma dolosa e injustificada, com o fim de infringir determinação do poder público destinada a impedir a propagação de doença contagiosa, os culpados podem responder por crime contra a saúde pública e por falsidade ideológica, com penas que somadas podem chegar aos seis anos de prisão e multa. “Embora compreensível e correto que as pessoas busquem se proteger de todas as formas possíveis contra a COVID-19, é necessário entender que não há doses suficientes de vacina para todos e que a maioria da população ainda não está imunizada com duas doses, ou com a dose única, das vacinas disponíveis, não sendo correto que pessoas já imunizadas burlem os critérios estabelecidos para a devida vacinação, para tomar novamente vacina de uma marca diferente”, disse o delegado.
Fonte: Folha Max
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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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