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Amaggi faz acordo para comprar fazendas de O Telhar em MT; mais 34% em capacidade

Com o negócio, a Amaggi eleva em aproximadamente 34% sua capacidade produtiva de grãos e fibras (Imagem: Pixabay)

Amaggi assinou contrato para a aquisição do Grupo O Telhar Agro no Brasil, em operação que resultará na incorporação de cerca de 62 mil hectares em áreas de produção em 14 fazendas em Mato Grosso, disse a companhia nesta terça-feira sem detalhar valores.

Com o negócio, a Amaggi eleva em aproximadamente 34% sua capacidade produtiva de grãos e fibras — a companhia produz anualmente cerca de 1,1 milhão de toneladas, incluindo sojamilho algodão.

O Telhar Agro — denominação no Brasil do grupo argentino El Tejar– atua no país com fazendas no Estado de Mato Grosso, produzindo soja, milho e algodão.

“Este é um passo importante, que vai certamente consolidar nossa posição como uma das maiores empresas produtoras do país”, disse em comunicado o presidente-executivo da Amaggi, Judiney Carvalho, confirmando informação publicada antes pelo jornal Valor Econômico.

Entre os ativos adquiridos do Grupo O Telhar, que emprega cerca de 900 colaboradores, estão mais de 34 mil hectares de área produtiva em fazendas próprias e mais de 28 mil hectares em áreas arrendadas.

Duas das unidades também contam com quase 900 hectares de área dedicada ao confinamento de bovinos.

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“Hoje, contamos com 259 mil hectares de áreas produtivas, considerando primeira e segunda safras. Com esta aquisição, conseguiremos aumentar em aproximadamente 34% nossa capacidade anual de grãos e fibras, considerando ambas as safras, chegando a quase 350 mil hectares”, estimou o presidente.

Algumas das unidades adquiridas contam com estruturas de armazenagem e plantas de beneficiamento de algodão. Além disso, as fazendas próprias contam com mais de 10 mil hectares de reserva legal, com vegetação nativa e recursos naturais preservados, notou a Amaggi.

As fazendas estão localizadas nos municípios mato-grossenses de Alto Paraguai, Campo Novo do Parecis, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Primavera do Leste, Rondonópolis e Santo Antônio do Leste.

“Com esta aquisição, estamos expandindo a nossa produção agrícola para mais cinco municípios — Alto Paraguai, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Primavera do Leste e Santo Antônio do Leste– e ampliando nossa presença no Estado que é o maior produtor de grãos do país”, destacou Carvalho.

“Hoje, contamos com 259 mil hectares de áreas produtivas, considerando primeira e segunda safras. Com esta aquisição, conseguiremos aumentar em aproximadamente 34% nossa capacidade anual de grãos e fibras, considerando ambas as safras, chegando a quase 350 mil hectares”, estimou o presidente.

Algumas das unidades adquiridas contam com estruturas de armazenagem e plantas de beneficiamento de algodão. Além disso, as fazendas próprias contam com mais de 10 mil hectares de reserva legal, com vegetação nativa e recursos naturais preservados, notou a Amaggi.

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As fazendas estão localizadas nos municípios mato-grossenses de Alto Paraguai, Campo Novo do Parecis, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Primavera do Leste, Rondonópolis e Santo Antônio do Leste.

“Com esta aquisição, estamos expandindo a nossa produção agrícola para mais cinco municípios — Alto Paraguai, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Primavera do Leste e Santo Antônio do Leste– e ampliando nossa presença no Estado que é o maior produtor de grãos do país”, destacou Carvalho.

Segundo a companhia, a aquisição dos ativos do Grupo O Telhar no Brasil também abre uma oportunidade para a Amaggi ampliar a sua participação no mercado de soja com certificação socioambiental.

Para isto, as fazendas incluídas no escopo da negociação passarão por adaptações a fim de atender aos requisitos de produção, governança e de gestão socioambiental da companhia, bem como de outras possíveis certificações, dentre elas ProTerra (dedicada a soja não-transgênica) e RTRS (Round Table on Responsible Soy).

“Dessa forma, a Amaggi consolida sua liderança no mercado de soja certificada, em que já é responsável por cerca de 30% do volume mundial”, concluiu a empresa.

A conclusão da aquisição dos ativos do Grupo O Telhar no Brasil está condicionada a aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras.

 

Fonte: https://www.moneytimes.com.br/amaggi-faz-acordo-para-comprar-fazendas-de-o-telhar-em-mt-mais-34-em-capacidade/?fbclid=IwAR0lJFS_iKnW4_BH-PB8cGoCXU73gOrCJYgBW-KK0LxntF8KHxP57ekZBDg
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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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