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Justiça

Parece Mentira: Homem é preso injustamente, pede indenização e é condenado a pagar R$ 479 mil

O dentista André Luiz Medeiros Biazucci Cardoso, de 39 anos, ficou sete meses preso injustamente depois de ter sido acusado de estupro, em 2013. Em função do erro, ele pediu indenização à Justiça. Porém, se surpreendeu, pois, além de ter sido derrotado em seu pleito, se viu obrigado a pagar R$ 478,9 mil ao Estado do Rio de Janeiro.

O motivo? Ele está sendo responsabilizado pelas custas processuais e honorários da Procuradoria-Geral do estado.

André foi apontado, à época, como um estuprador em série, sendo, inclusive, apresentado à imprensa algemado como sendo responsável por sete estupros em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

O dentista ficou 210 dias preso, boa parte em isolamento total, e perdeu o emprego. Ele e seus familiares relataram à Justiça terem sofrido grandes danos materiais, morais e psicológicos em consequência da prisão.

Depois de solto, André ficou com medo de atender pacientes mulheres e de andar sozinho pelas ruas. Ele acabou sendo liberado após exames de DNA. O material genético das vítimas foi confrontado com o dele, o que resultou em um laudo de exclusão definitiva de sua autoria do crime.

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Os advogados do dentista também apresentaram provas de que ele não estava em Belford Roxo quando os estupros ocorreram. Além de tudo isso, gravações de câmeras de segurança e depoimentos reforçaram a inocência de André.

Com isso, o Ministério Público do Rio de Janeiro se manifestou pela soltura do dentista. Ele foi liberado e precisou mudar de cidade.

“André consegue se livrar das acusações, pois se submete a realizar o DNA. Uma questão curiosa é que a gente espera que o Estado prove a culpa do indivíduo, mas, nesse caso, [foi] o André que teve que se provar inocente. Ele conseguiu disponibilizar material e foi essa prova que definiu que não era o André o autor desses crimes”, afirmou Luiz Borri, advogado do dentista, em reportagem do UOL.

Pedido de indenização negado

Em 2015, André recorreu à Justiça para pedir indenização. Ele e sua família pediram cerca de R$ 4 milhões pelo erro do Estado fluminense em sua prisão. O caso passou por várias instâncias e acabou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não reconheceu o pedido.

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Em consequência, o dentista e familiares, agora, terão de arcar com todas as custas processuais do caso e os honorários da Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro.

O Estado alegou que a indenização só deveria ocorrer caso houvesse condenação final pelos crimes. André foi absolvido durante o curso do processo e o julgamento não aconteceu.

Nova tentativa

A defesa do dentista protocolou petição junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), descrevendo violação de garantias fundamentais no caso.

Os advogados de André pediram para que a CIDH responsabilize o Brasil pelo erro no processo de reconhecimento criminal. Além disso, questionou o fato de André ter de pagar ao Estado que o prendeu de forma errada. (MSN)

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É Direito

Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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