É Direito
Banco do Brasil é acionado após servidor contestar saldo do Pasep na aposentadoria

Um servidor público entrou na Justiça contra o Banco do Brasil pedindo a revisão e reparação de possíveis perdas em valores do Pasep. O caso tramita na 11ª Vara Cível de Cuiabá e envolve uma conta vinculada ao programa desde 1978.
Segundo o processo, o servidor afirma que realizou o saque dos valores em 28 de novembro de 2017, quando atingiu a idade permitida, mas relata que recebeu um montante considerado “muito abaixo do esperado”. Diante disso, ele suspeita de possíveis falhas na gestão da conta ou descontos indevidos ao longo dos anos.
Na ação, o aposentado pede a restituição das diferenças com atualização monetária e apresentou um parecer técnico particular para embasar o pedido.
O processo teve avanço após decisão da juíza Olinda de Quadros Altomare, que determinou que o Banco do Brasil comprove a regularidade dos lançamentos e saques realizados na conta do Pasep do servidor.
A magistrada considerou entendimentos recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o tema, que definem a responsabilidade da instituição financeira em casos envolvendo possíveis inconsistências nas contas do programa.
Na defesa, o Banco do Brasil argumentou que não seria parte legítima para responder à ação, alegou prescrição do pedido e afirmou que todos os lançamentos seguiram os critérios estabelecidos pelo Conselho Diretor do fundo. O banco também defendeu a regularidade da gestão dos recursos.
Ao analisar o caso, a juíza afastou as alegações preliminares e entendeu que não houve prescrição, considerando o prazo de 10 anos contado a partir do momento em que o possível problema foi identificado.
A decisão também definiu que tanto o servidor quanto o banco têm responsabilidade na produção de provas sobre a movimentação da conta.
Para esclarecer os valores, a Justiça determinou a realização de perícia contábil, que irá recalcular o saldo do Pasep com base em juros de 3% ao ano e correção monetária, além de confrontar os dados com microfilmagens e registros do banco.
Uma empresa especializada foi nomeada para realizar o trabalho pericial. O perito terá prazo de cinco dias para aceitar a nomeação e apresentar proposta de honorários.
O Banco do Brasil deverá efetuar o pagamento dos custos da perícia, já que solicitou a produção da prova e tem o dever de demonstrar a correta gestão do fundo.
O laudo final deverá ser concluído em até 30 dias após o início dos trabalhos. O banco poderá ainda levantar 50% do valor necessário para dar início à perícia.
É Direito
TJMT mantém expediente e prazos suspensos com sistemas ainda fora do ar

Medida foi mantida após incidente de segurança atingir parte da infraestrutura tecnológica da Corte
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) permanecerá com o expediente e os prazos processuais suspensos nesta terça-feira (22), pelo segundo dia consecutivo, enquanto equipes técnicas trabalham para restabelecer os sistemas informatizados da Corte.
A prorrogação foi determinada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. Com isso, a paralisação alcança processos físicos e eletrônicos, tanto no primeiro quanto no segundo grau.
A indisponibilidade começou na segunda-feira (21), após o Tribunal identificar um “incidente de segurança” envolvendo parte de sua infraestrutura tecnológica. Como medida preventiva, plataformas institucionais, entre elas o Processo Judicial Eletrônico (PJe), foram retiradas temporariamente do ar.
Além da interrupção dos sistemas, o TJMT adotou medidas de proteção, como redefinição de credenciais e restrição de acessos considerados sensíveis. Equipes especializadas, com apoio de parceiros técnicos, continuam analisando o episódio e trabalhando na recuperação dos serviços.
Segundo o Tribunal, até o momento não foram encontrados indícios de uso indevido de dados relacionado ao incidente nem sinais de comprometimento dos mecanismos de backup. A previsão é que a retomada das plataformas seja feita gradualmente, depois das verificações técnicas e de segurança.
Com a nova portaria, os prazos processuais que começariam ou terminariam nesta terça-feira serão prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Audiências e sessões de julgamento previstas para a data também deverão ser remarcadas pelas respectivas unidades, com comunicação às partes e aos advogados.
Apesar da suspensão, serviços essenciais, atividades urgentes ou inadiáveis e o plantão judiciário continuam funcionando. Enquanto os sistemas estiverem indisponíveis, demandas urgentes poderão ser recebidas por meio físico ou por outro canal disponível.
Ainda não há informação oficial sobre quando todos os sistemas do Judiciário estadual estarão novamente disponíveis.
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