Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

É Direito

Após ser denunciado por assédio sexual, desembargador volta atrás e pede prisão de “marido” de criança

Em uma manobra que mistura contrição jurídica e instinto de sobrevivência política, o desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do TJMG, operou uma reviravolta completa no caso que chocou o país. O magistrado, que anteriormente havia liderado a absolvição de um homem de 35 anos sob o argumento de que ele vivia um “vínculo afetivo consensual” com uma menina de 12 anos, voltou atrás e determinou a expedição imediata de mandados de prisão para o réu e também para a mãe da vítima.

A mudança de postura não parece ter sido fruto apenas de uma súbita iluminação jurídica. O desembargador tornou-se o centro de uma tempestade perfeita: enquanto o Ministério dos Direitos Humanos repudiava sua tese de “autodeclaração de vínculo” como escudo para pedofilia, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abria um Pedido de Providências para apurar sua conduta. Para piorar a situação do magistrado, ele agora enfrenta denúncias de que teria cometido assédio sexual contra ex-estagiárias e servidoras. Relatos enviados ao CNJ e ao TJMG detalham toques indesejados e beijos forçados, o que levou parlamentares a solicitarem seu afastamento cautelar imediato da toga para preservar a credibilidade da Justiça.

Leia Também:  Lucas: Concessão é aprovada e cidade terá estacionamento para caminhões

A decisão original de Magid, agora reformada, continha inclusive pérolas tecnológicas: o acórdão de 60 páginas foi publicado com um “prompt” de inteligência artificial esquecido no texto (“Agora melhore a exposição e fundamentação deste parágrafo”), sugerindo que até a fundamentação para absolver o estuprador foi terceirizada para um algoritmo. O Ministério Público (MPMG) foi implacável ao lembrar que a lei brasileira não deixa margem para interpretações românticas em casos de menores de 14 anos: é estupro de vulnerável, e o consentimento é juridicamente irrelevante.

Com os mandados de prisão expedidos nesta quarta-feira (25), o homem de 35 anos e a genitora da criança passam a ser procurados pela polícia. Enquanto isso, a carreira de Magid Nauef Láuar está por um fio: o CNJ analisa se adota medidas cautelares contra ele, já que se tornou insustentável manter no cargo um magistrado que perdoa estupro de vulnerável sob pretexto de “casamento” enquanto ele próprio é investigado por crimes sexuais.

Propaganda

É Direito

Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

Leia Também:  STF julga orçamento secreto inconstitucional

Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA