Saúde
Estudo prova que suplementação pode ser eficaz para idosos se associada ao exercício
O envelhecimento é um processo natural, entretanto cada indivíduo possui um ritmo de envelhecimento diferente de acordo com estilo de vida, alimentação, prática regular de exercício físico, estado de saúde e questões genéticas. Modificações fisiológicas como redução da capacidade funcional, modificação do paladar (pouca sensibilidade para gostos como sal e doce), redução de processos metabólicos (como redução da taxa metabólica basal), perda óssea, diminuição da sensibilidade à sede, alteração nos processos de digestão, absorção e excreção dos alimentos, redução do esvaziamento gástrico e modificação na composição corporal (redução da massa muscular, aumento da gordura corporal e redistribuição para o tronco) são progressivas.
Com a redução da taxa metabólica de repouso, desaceleração do metabolismo cerca de 3% a cada década após 50 anos, é preciso rever as quantidades e a qualidade dos alimentos ingeridos. Isso somado a redução das atividades do dia a dia (menos movimento) e do exercício físico, contribuindo para o ganho de peso gradativo. Com o “passar dos anos” há redução da massa muscular, uma das consequências é a redução da capacidade funcional e também redução do metabolismo basal. As proteínas são fundamentais para regeneração e crescimento muscular; formação de células de defesa, hormônios e enzimas, manutenção do anabolismo muscular (crescimento), evitando catabolismo (degradação), cicatrização.
É, por incrível que pareça, é possível ganhar massa muscular mesmo após os 60 anos. Diversos estudos demonstram que a ingestão diária adequada de proteína, está associada à manutenção e ganho de massa muscular, aumento da força muscular, maior densidade mineral óssea e menor perda óssea. Para potencializar a hipertrofia muscular é fundamental a prática de exercício contrarresistido ou de força e a nutrição adequada.
Estudo realizado por 24 semanas em mulheres japonesas idosas saudáveis (65 a 80 anos) com suplementação de whey protein após exercício de contraresistência. Foram divididos em 3 grupos: Um grupo realizou exercício físico duas vezes por semana e suplementação de 22g de proteína após o exercício. Um grupo só realizou duas vezes exercício e outro só fez suplementação com whey protein. Em todos os grupos houve a ingestão de cerca de 1,2g proteína/ kg de peso/ dia.
O aumento de massa muscular, da força de preensão e da velocidade da marcha foram significativamente maior para o grupo que fez somente exercício físico do que comparado ao grupo que só ingeriu a suplementação proteica, e significativamente maior para o grupo que fez suplementação proteica e exercício quando comparados aos grupos que fizeram só exercício ou só suplementação. O estudo concluiu que a suplementação associada ao exercício pode ser eficaz para prevenção de sarcopenia entre mulheres japonesas idosas saudáveis.
Para que ocorra o ganho de massa muscular, além da prática de exercício de força, é preciso o aumento total de proteína da dieta, organizando o programa alimentar, fracionando mais a dieta incluindo lanches intermediários que associam carboidratos e proteína. É seguro utilizar suplementos proteicos sob prescrição de Nutricionista e Médicos em idosos saudáveis e com monitoramento. Exemplos de suplementos proteicos: proteína do soro do leite (whey protein), caseína, proteína da soja, proteína da ervilha, proteína do arroz ou de amêndoas.
Alimentos fontes de proteína animal e vegetal que devem estar presentes e distribuídos na dieta: carne, frango, peixe, frutos do mar, mignon suíno, ovos, leite, iogurte, queijos, quinoa, leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilha, soja), cogumelos, oleaginosas (castanha, amêndoas, amendoim, pistache), gergelim, aveia
Literatura:
MORI, H and TOKUDA, Y. Effect of whey protein supplementation after resistance exercise on the muscle mass and physical function of healthy older women: A randomized controlled trial. Geriatrics & Gerontology International, Sep – 2018, v.18.
Bem Estar
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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