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Saúde

Hospital de Câncer de Mato Grosso completa 20 anos fazendo mais de 100 mil atendimentos

O Hospital de Câncer de Mato Grosso completa, no próximo dia 4, 20 anos de portas abertas atendendo os mato-grossense. São mais de 100 mil atendimentos ao ano, fruto de muito trabalho e solidariedade. A história do Hospital tem início em 1954, ano de fundação da Associação Mato-grossense de Combate ao Câncer, organização mantenedora do HCanMT. Em 1988 o grupo recebeu a doação do terreno às margens da Av. do CPA e recursos para construir e equipar a primeira unidade dedicada ao tratamento oncológico no estado.

Mais de uma década depois, em 04 de fevereiro de 1999, o hospital finalmente abriu as portas para receber os pacientes. À época, o trabalho foi iniciado em parceria com os clubes Lions e, por isso, a instituição também realizava atendimentos oftalmológicos.

Com o passar dos anos, cada vez mais pessoas se juntaram à missão de Salvar Vidas e desde então o Hospital cresce a cada ano. De grandes doações e eventos beneficentes até as moedinhas colocadas nos cofrinhos espalhados pela cidade, é a soma de toda a dedicação e confiança depositada pela sociedade mato-grossense que permite ao Hospital estar presente em mais de cem municípios, levando prevenção e acolhendo quem necessita de cuidados na luta contra o câncer.

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A dedicação dos parceiros e doadores se refletem nos resultados ao paciente oncológico. A instituição fechou 2018 com 108.013 atendimentos realizados no Hospital, 15.662 atendimentos preventivos no interior do estado, 4.233 cirurgias e 3.869 internações.

Além dos números de atendimentos, as parcerias e doações também possibilitam a melhoria da qualidade. Com investimentos em adequações de espaços, ações de humanização, ensino e pesquisa, o Hospital busca excelência técnica ao mesmo tempo em que garante o conforto e segurança do paciente e acompanhantes.

Em comemoração às duas décadas de trabalho em prol dos pacientes oncológicos, o Hospital está organizando ações ao longo do ano visando o resgate da memória da instituição e reconhecimento dos voluntários, parceiros e doadores. As atividades poderão ser acompanhadas pelas redes sociais do hospital no Facebook e Instagram.

A informação é da assessoria.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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