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Saúde

13 crianças com covid estão em estado grave em Cuiabá

Boletim da Secretária Estadual de Saúde (SES) mostra que apenas dois leitos de UTIs estão disponíveis

A taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas, pactuadas para covid, está em 87%, tendo apenas dois leitos disponíveis em Mato Grosso.

A informação consta no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta segunda-feira (25). Mato Grosso tem apenas 15 leitos para tratamento de covid em crianças e 13 crianças internadas.

Essas UTIs atendem pacientes a partir dos 29 dias de vida até os 14 anos, mas pode ser estendido até os 18 anos, de acordo com as normas de cada hospital.

As 15 UTIs pediátricas pactuadas estão no Hospital de Referência contra Covid-19, em Cuiabá e também há alguns leitos pediátricos no Hospital Júlio Müller, mas não são pactuados para tratar da doença.

Já as UTIs para adultos estão com ocupação de 67,67%. Há um total de 414 UTIs pactuadas para covid e restam apenas 129 leitos disponíveis.

A covid já matou 4.993 mortes pela covid e 209 mil pessoas foram infectadas pelo vírus. O boletim da SES não mostra quantas crianças perderam a vida para a doença.

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Repórter MT

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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