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Saúde

Com 6,7 mil casos, RJ reúne mais da metade dos casos de chikungunya do país

O número de pessoas infectadas pelo vírus da chikungunya em 2019 já bateu todos os recordes do Estado do Rio de Janeiro. Levando em consideração os três primeiros meses do ano, foram registrados 6.765 casos da doença.

O número representa mais da metade do casos de chikungunya em todo o país, de acordo com o levantamento feito pelo Ministério da Saúde.

Segundo o órgão federal, a Zona Oeste é a região mais afetada da capital fluminense. Apenas em um condomínio no bairro de Campo Grande foram registradas 43 pessoas infectadas pelo vírus da chikungunya. Em toda cidade, os especialistas contabilizaram 2.753 casos.

O RJ2 mostrou, nesta segunda-feira (1), a situação dos moradores desse condomínio de Campo Grande. Todos no local estão em alerta e muito preocupados com o grande número de casos da doença. Segundo Valdecir Antunes Suzano, infectado pelo vírus no mês passado, a dor no corpo é muito grande.

“Eu não consigo mexer os pés, mexer a mão, o punho, o joelho. Dói tudo. É muita dor que você não consegue. Eu quase não conseguia sair da cama para ir ao banheiro”, contou o morador do condomínio, que viu sua esposa também pegar a chikungunya recentemente.

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“A sensação é de uma morta-viva. A pessoa está sem poder andar, nem abrir uma garrafa. Eu não consegui nem comer, fiquei cinco dias sem comer”, disse Tânia de Sá Suzano.

Paciência lidera lista de bairros

A Zona Oeste do Rio de Janeiro é a região com a maior concentração de casos de chikungunya. O Bairro de Paciência, por exemplo, registrou 237 casos. Em Bangu, foram 171 ocorrências. Já em Jacarepaguá, 126 pessoas foram infectadas.

Na Zona Sul, o bairro do Jardim Botânico chama atenção. O número de casos subiu de apenas quatro em fevereiro, para 20 pessoas com chikungunya em março. Um condomínio na região também teve um surto recente, com 20 casos de dengue e chikungunya contabilizados.

Na opinião do infectologista Edmilson Migowski, cada cidadão deve ser o seu próprio agente de saúde. Para o especialista, as pessoas devem buscar dentro de casa os focos de reprodução do Aedes aegypti.

“Vale lembrar que 80% dos focos se encontram na casa das pessoas. O mosquito não voa muito longe. Eu costumo dizer que ele faz dos nossos quintais a sua maternidade e os nossos tornozelos o seu restaurante”, comentou Edmilson Migowski.

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G1

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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