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Política

Ministério Público pede devolução de mais de R$ 21 bilhões de investigados por irregularidades no BNDES

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública de improbidade administrativa pedindo a devolução de mais de R$ 21 bilhões por fraudes no Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Os alvos do MPF são as empresas JBS S/A e J&F Investimentos S/A, além de outras 14 pessoas.

De acordo com o MPF, as fraudes no sistema BNDES/BNDESpar (instituição que investe diretamente em empresas no mercado de capitais) favoreciam o grupo JBS e facilitava o processo de internacionalização da empresa. O caso é investigado pela Operação Bullish.

Além da condenação por improbidade, o órgão pede a devolução de ações JBSS3 (como são classificadas as ações da JBS no mercado financeiro) à BNDESPar e demais ressarcimentos de danos, que acrescidos de multa e do dano moral coletivo, chegam ao valor de mais de R$ 21 bilhões.

Na ação, o MPF lembra que, entre os envolvidos, estão o ex-ministro Guido Mantega e um de seus filhos; o ex-deputado federal e ex-ministro Antônio Palocci; o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho; os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS; técnicos do BNDES e operadores ligados à JBS.

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O MPF pede a condenação de todos eles, das empresas JBS e J&F e do empresário Victor Sandri por atos de improbidade administrativa que teriam levado ao enriquecimento ilícito, violação dos princípios da administração pública e prejuízo ao erário.

Devido ao acordo de colaboração com a Justiça, Joesley Batista não responde pela coautoria no enriquecimento ilícito de Guido Mantega e de Victor Sandri. Porém, de acordo com o MPF, o empresário é demandado quanto ao seu próprio enriquecimento e como coautor no enriquecimento ilícito de Palocci.

G1

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Política

Wellington defende expansão da bioenergia com mais empregos e desenvolvimento social em MT

 

O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) defendeu, nesta terça-feira (22), uma nova etapa de industrialização do estado a partir da bioenergia, com redução dos custos logísticos, qualificação profissional, inovação e segurança para novos investimentos. Durante reunião com representantes do Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Bioind MT), Wellington recebeu as principais demandas do setor e apresentou caminhos para ampliar a competitividade e preparar Mato Grosso para um novo ciclo de crescimento.

Um dos principais pontos apresentados pelos industriais foi a logística. Segundo o Bioind MT, cerca de 6 bilhões de litros de etanol precisam deixar Mato Grosso anualmente e o custo estimado com frete chegou a R$ 2,8 bilhões. Wellington conhece de perto esse gargalo e lembrou sua participação na construção de soluções que permitiram a expansão ferroviária e rodoviária no estado. Para ele, o próximo passo é fazer a ferrovia avançar ainda mais pelo território mato-grossense e conectar as regiões produtoras aos principais corredores de escoamento.

“Eu dediquei grande parte da minha vida pública à logística porque sempre entendi que ela era fundamental para Mato Grosso. Trabalhamos para a ferrovia chegar, avançar pelo estado e para melhorar nossas rodovias. Agora precisamos conectar essa infraestrutura à nova realidade industrial de Mato Grosso”, afirmou.

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O setor também apresentou como prioridades estabilidade tributária e regulatória, maior agilidade nos licenciamentos, formação de mão de obra, estímulo ao biometano e à biomassa e condições para atrair fornecedores e novas indústrias. Wellington defendeu uma mesa técnica permanente entre governo e setor produtivo para enfrentar esses gargalos e dar previsibilidade a quem pretende investir no estado.

A falta de profissionais qualificados também ganhou destaque. Representantes das indústrias relataram dificuldades para preencher vagas técnicas mesmo com postos de trabalho disponíveis. Wellington defendeu uma atuação integrada com universidades, institutos de formação e empresas para preparar trabalhadores nas próprias regiões onde a indústria está crescendo. A proposta é fazer com que os empregos gerados pelo novo ciclo industrial sejam ocupados, cada vez mais, por trabalhadores de Mato Grosso.

Na inovação, Wellington apontou o combustível sustentável de aviação como uma das grandes oportunidades para o futuro. Ele já participou de discussões sobre o desenvolvimento dessa tecnologia e defende que Mato Grosso reúna produção, pesquisa e indústria para liderar esse mercado. “Eu sou entusiasta disso. Mato Grosso pode ser a ‘Arábia Saudita’ do combustível sustentável para a aviação civil. Temos matéria-prima, escala e capacidade de produção. Precisamos colocar ciência, tecnologia e indústria trabalhando juntas para agregar ainda mais valor aqui dentro”, afirmou.

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Wellington também defendeu incentivos capazes de preservar a competitividade das empresas, desde que acompanhados de investimento, empregos e desenvolvimento regional. Para ele, o crescimento das usinas precisa ajudar a estruturar os municípios com habitação, saúde, segurança, infraestrutura e qualificação profissional. “Sou favorável ao incentivo fiscal, mas ele precisa ter contrapartida e visão social. O empresário precisa ter segurança para investir e competir, mas a prosperidade também precisa chegar ao trabalhador e à cidade que recebe esse investimento”, destacou.

Entre as soluções discutidas está ainda a criação de estruturas adequadas para caminhoneiros nas principais rotas industriais, por meio de parceria entre empresas e poder público. Para Wellington, esse modelo resume a visão que pretende aplicar ao setor: governo e iniciativa privada trabalhando juntos para reduzir custos, ampliar investimentos e, ao mesmo tempo, melhorar a vida de quem sustenta essa cadeia produtiva. “O setor da bioenergia está transformando a economia de Mato Grosso. Nós sabemos o que precisa ser feito para avançar e queremos construir esse próximo ciclo junto com quem produz, gerando mais indústria, tecnologia, empregos e qualidade de vida”, concluiu.

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