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Política

CST da Causa Animal é instalada na ALMT

Durante sessão de instalação, Max Russi afirmou que o abandono de animais domésticos é um problema grave em todo Brasil e citou dados de pesquisa realizada pelo Instituto Pet Brasil (IPB)

Foto: Ronaldo Mazza

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalou, nesta quinta-feira (16), a Câmara Setorial Temática (CST) para promover o estudo e debate de políticas públicas em defesa da causa animal. Requerida pelo deputado estadual Max Russi (PSB), a CST tem 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período.

Durante sessão de instalação, Max Russi afirmou que o abandono de animais domésticos é um problema grave em todo Brasil e citou dados de pesquisa realizada pelo Instituto Pet Brasil (IPB), que aponta um aumento de mais de 100% de animais nessa condição entre os anos de 2018 e 2020.

“Para lidar com o problema, é necessário um esforço conjunto de governos, organizações de proteção animal e o envolvimento da sociedade em geral. Isso inclui a conscientização sobre a importância da adoção responsável de animais, da castração e esterilização para evitar a superpopulação, além de campanhas de conscientização, fiscalização e punição para quem pratica o abandono de animais e maus tratos. Além disso, a criação e manutenção de abrigos para animais abandonados e a oferta de serviços veterinários acessíveis também são importantes medidas para prevenir o abandono e cuidar dos animais que já foram abandonados”, pontuou.

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O parlamentar anunciou também que irá destinar emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil para ajudar no custeio e manutenção de organizações não governamentais (ONG’s) que atuam na causa em Mato Grosso. 

“Há muitas organizações legalizadas e outras informais que enfrentam muitas dificuldades. Aquelas que já estão legalizadas vão receber os recursos de emenda de minha autoria. As que não estão podem procurar a equipe do nosso gabinete, que vamos ajudá-las com as documentações e todo o processo burocrático para legalizá-las”, informou.

Jarbas Alves Carvalho, relator da CST, disse que uma das primeiras ações será levantar informações acerca do quantitativo de associações de defesa da causa animal e de animais abandonados existentes em Mato Grosso, bem como do endividamento de organizações e de protetores que atuam na causa. 

“Esse banco de dados será precioso para que os deputados possam propor leis e também para que os prefeitos desenvolvam políticas públicas nos municípios de Mato Grosso”, destacou.

Medidas para coibir a ocorrência de maus tratos contra animais também serão propostas pela CST. “A ideia é até fazer um trabalho para que as pessoas possam denunciar os casos de maus tratos, que não se trata apenas de violência física contra o animal, mas também deixá-lo no sol, preso, sem comida e muitos outros exemplos. Vimos recentemente o caso de uma pessoa que arrastou um cachorro amarrado ao carro no município de 
Jaciara. Então, a nossa busca é conscientizar as pessoas e buscar parceria com os poderes Executivo e Judiciário”, frisou o presidente da CST, Emanoel Flores

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Iniciativas de sucesso adotadas em outros estados também servirão de exemplo para Mato Grosso. “Há trabalhos muito fortes sendo realizados no Rio Grande do Sul, no Paraná e no interior do estado de São Paulo, nos quais vamos nos espelhar”, adiantou Emanoel.

Associada de uma das diversas ONG’s da causa animal existentes no estado, Maria Aparecida S. Silva relatou algumas das principais dificuldades enfrentadas, como a falta de apoio do Poder Público, de locais adequados para abrigar os animais e de recursos financeiros para mantê-los.

“Hoje a ONG da qual eu participo tem 200 animais e o custo mensal é de aproximadamente R$ 10 mil. Além da comida, é preciso manter a limpeza do local e arcar com os custos dos atendimentos veterinários que muitos deles precisam. Hoje as nossas dívidas chegam a R$ 200 mil e a maioria dos gastos é custeado com recursos das próprias pessoas que participam da ONG”, relatou.

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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