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Marcos Pontes reclama de verba liberada pelo governo para ministério: ‘Bem menos do que eu imaginava’

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, se queixou da verba liberada pelo governo para a pasta. Na tarde desta sexta-feira (20), o Ministério da Economia anunciou a liberação de R$ 8,3 bilhões para gastos dos ministérios neste ano. A medida consta no relatório de receitas e despesas do orçamento de 2019, relativo ao quarto bimestre.

Para a Ciência e Tecnologia, o governo federal destinou R$ 80 milhões. Após ser informado, o ministro se mostrou decepcionado e afirmou que a liberação de verba é “bem menos do que ele esperava”. Pontes ainda disse que agora pretende fazer uma “análise de corte” para ver quais pesquisas e planos da pasta precisarão ser cortados e revelou que vai conseguir tocar apenas 10% dos projetos previstos para o ano.

“Vou conversar com o governo, com a Economia, e ver o que eles acham menos importante para o país. É basicamente quando você tem uma corrida, um carro de Fórmula 1, você quer aumentar a velocidade do carro e corta o motor”, afirmou o ministro.

Antes de saber da liberação, Pontes havia informado que pediu à Casa Civil o desbloqueio de até R$ 1 bilhão até o fim deste ano. As declarações foram dadas em uma reunião de equipes de ciência, tecnologia, inovação do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países do chamado Brics, para debater acordos, investimentos na área e apresentar um plano de trabalho de cooperação científico-tecnológica, em Paulínia (SP).

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Fundo da Petrobras

De acordo com Pontes, a liberação dos recursos do fundo da Petrobras – aproximadamente R$ 250 milhões para o ministério – deve servir como fôlego para não descontinuar alguns projetos importantes para a pesquisa do país, como o Sirius, maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, que fica em Campinas (SP) e tem previsão de término para 2020.

“Espero que isso venha também, conforme foi feito acordo no congresso, como um crédito limite extra para o CNPQ, para que seja cumprido o acordo com o congresso, para que a gente possa superar isso. Lembrando que a gente pode ajudar em todas as áreas, desde que a gente tenha combustível”, disse Pontes.

Na quarta-feira (18), o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse que a verba do Fundo Petrobras liberada para aplicação em pesquisa dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia não contempla diretamente as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas que o dinheiro vai dar “fôlego” para a gestão dos recursos.

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No começo do mês, o CNPq precisava de R$ 330 milhões para o pagamento das bolsas até o final deste ano. Uma parcela de R$ 82 milhões foi obtida com remanejamento de verbas dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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