Política
FPA discute agricultura familiar em reunião extraordinária
“Esta frente parlamentar não vai trabalhar apenas para os grandes”. Com essa afirmação, o deputado Dilmar Dal Bosco (União Brasil) abriu a reunião extraordinária da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), realizada na terça-feira (3). O encontro foi promovido para discutir desafios e alternativas para o desenvolvimento da agricultura familiar em Mato Grosso.
Participaram da reunião o presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Renaldo Loffi, e a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Tetê Bezerra. Com eles, vieram ao Parlamento representantes de cooperativas e associações voltadas às cadeias produtivas do café, cacau, piscicultura, leite, frutas, legumes e verduras.
Segundo Loffi, embora Mato Grosso possua mais de 160 mil agricultores familiares, levando em conta os assentamentos, comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas, tudo o que é produzido por eles é consumido pelas próprias comunidades e municípios. “O estado compra muitos alimentos de outros entes da federação, o que mostra o potencial que temos para avançar. Crescemos muito nas regiões que priorizam a produção de commodities, é preciso trabalhar pelas pequenas propriedades”, disse o presidente da Empaer.
Além das questões fundiárias e ambientais, que dificultam o acesso aos créditos agrícolas, outras questões precisam ser enfrentadas. Segundo o Senso Agropecuário de 2017, somente 16% dos agricultores familiares de Mato Grosso têm acesso à mecanização agrícola e novas tecnologias.
“Falta assistência técnica, investimento em tecnologias. O Governo de Mato Grosso tem a preocupação de oferecer aos pequenos produtores novas práticas, acesso à mecanização e melhorias para renovar as perspectivas do homem do campo”, afirmou a secretária Tetê Bezerra.
Esteve presente na reunião da FPA o secretário-adjunto de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Celso Banazeski. Ele apresentou aos participantes o programa “Pensando grande para os pequenos”, que pretende criar uma estrutura técnica nos consórcios intermunicipais para superar os entraves que atrapalham o crescimento dos agricultores familiares.
De acordo com Banazeski, existem atualmente 15 consórcios intermunicipais ativos em Mato Grosso e eles são atores fundamentais na concretização dos objetivos do programa “Pensando grande”. “O estado vai custear cinquenta por cento do investimento para compor as equipes técnicas, com engenheiros florestais, sanitaristas, veterinários, geólogos, entre outros, para garantir os serviços de inspeção e licenciamento e, com isso, desenvolver as cadeias produtivas nas cidades que integram os consórcios”, destacou o secretário-adjunto.
Para o deputado Dilmar Dal Bosco, coordenador da FPA, a reunião desta semana mostra que os pequenos produtores estão no planejamento dos trabalhos da Frente. “Hoje falamos de alguns exemplos de cadeias produtivas que queremos ampliar no estado. A pedido da FPA, o governo vai auxiliar os consórcios intermunicipais a formar equipes técnicas de trabalho, o que vai facilitar o atendimento aos pequenos proprietários”, disse Dal Bosco.
Fundo de apoio – Durante a reunião extraordinária da FPA, foi anunciada a chegada da Mensagem 141/2023 na ALMT. Ela já está em tramitação como projeto de lei nº 1.992/2023 e se refere à instituição do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf) em Mato Grosso.
O deputado Nininho (PSD), presente na reunião, afirmou o compromisso dos deputados com a aprovação do projeto. Ele acredita que a propositura encontrará apoio maciço na Casa de Leis, porque “se trata de uma ação que vai gerar oportunidades e garantir resultados efetivos aos produtores que mais precisam”.
FPA – A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em abril deste ano. De acordo com o Ato nº 001/2023, publicado no Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no dia 8 de março de 2023, além de Dilmar Dal Bosco, a Frente é composta pelos deputados Carlos Avallone (PSDB), Diego Guimarães (Republicanos), Gilberto Cattani (PL), Janaina Riva (MDB) e Valmir Moretto (Republicanos).
Fonte: ALMT – MT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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