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Botelho intervém e relatório apontará motivos pela demora na emissão de títulos definitivos


Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Com aproximadamente quatro mil títulos em tramitação nos cartórios, sendo 900 deles pendentes somente em Várzea Grande, um levantamento será feito para averiguar os motivos que travam os serviços notariais à conclusão desses documentos tão aguardados pelos cidadãos mato-grossenses.  

O resultado será apresentado no próximo dia 18, quando o deputado Eduardo Botelho (União Brasil) voltará a se reunir com o corregedor Geral do Estado, desembargador José Zuquim, com a presidente da Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso – Anoreg/MT, Velenice Dias e com o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso – Intermat, Francisco Serafim, conforme encaminhamento feito hoje (11), durante reunião no gabinete do deputado Botelho, na Assembleia Legislativa.

O desembargador Zuquim solicitou a relação dos títulos pendentes nos cartórios para que seja feito o levantamento sobre a morosidade. “Vamos fazer um levantamento sobre o que está ocorrendo, quais os motivos que levam ao retardamento do registro e vamos discutir com registradores e com Anoreg. Creio que vamos achar uma solução e, no próximo dia 18, em razão desse levantamento vamos apresentar a solução porque unidos somos mais fortes. O nosso objetivo é levar serviço de qualidade ao cidadão”, destacou o magistrado.  

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Velenice Dias, presidente da Anoreg, relatou sobre a importância do diálogo para chegar à solução. “Fico muito feliz por ter essa oportunidade de sentar com todos os envolvidos, ouvir cada um, assim identificar o porquê de todas essas dificuldades e encontrar a solução. Tenho certeza absoluta que até o próximo dia 18 já tenha um encaminhamento. São pelo menos 3,6 mil títulos nos diversos cartórios, têm várias situações envolvidas e tem que analisar cada caso, depois dessa reunião vamos identificar as causas”, avaliou, ao acrescentar que os setores de tecnologia da Anoreg e do Intermat trabalham juntos para melhorar o sistema.  

Conhecedor da realidade das comunidades do estado, Botelho tem se desdobrado para promover a regularização fundiária. Tanto que assegurou apoio da ALMT para ajudar no que for preciso e pediu detalhamento sobre a razão do problema que emperra a emissão.  

“Colocamos a Assembleia à disposição para ajudar e pode fornecer mão de obra. O desembargador Zuquim ficou de reunir com os cartórios para achar uma solução e apresenta-la para nós no próximo dia 18. Hoje temos quase quatro mil títulos parados no cartório, estamos com programa de encaminhar mais 15 mil títulos, e sem achar a solução, demora mais de ano para o cartório emitir os documentos. Essa morosidade trava o trabalho que estamos implementando em parceria da Assembleia Legislativa com o governo do estado e Intermat e precisamos mostrar o resultado para a população, mas isso passa pelo registro em cartório”, explicou Botelho.

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De acordo com Serafim, acelerar a emissão dos títulos é o desejo de todos os órgãos e autoridades que envolvem o sistema, tanto que prontamente atenderam ao convite do deputado para debater o assunto. Disse que os cartorários alegam que nunca houve uma grande quantidade de títulos para registrar ao mesmo tempo, e isso demonstra a produtividade do órgão.  

“Estamos com quase quatro mil títulos em cartórios, alguns muito demorados e unindo a Corregedoria, Intermat e Anoreg queremos encontrar condições e dar suporte aos cartórios para que eles possam atender a necessidade do cidadão. A nossa programação é a de completar na gestão Mauro Mendes 21 mil títulos entregues”, afirmou Serafim.

Também participou o juiz de Direito, Eduardo Calmon, Auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça e a deputada Janaina Riva..

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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