Política
Ex-comandante do Exército é nomeado para compor equipe de Bolsonaro no Planalto
O “Diário Oficial da União” publicou nesta quarta-feira (30) a nomeação do ex-comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, como assessor especial do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Augusto Heleno.
A publicação oficializou a entrada de Villas Bôas na equipe de Heleno, que também é general da reserva do Exército. O próprio Villas Bôas anunciou em 11 de janeiro, quando deixou o comando do Exército, que trabalharia no GSI a convite do presidente Jair Bolsonaro.
“Gostaria de externar a minha felicidade por receber uma missão do PR @jairbolsonaro ao ser convidado para integrar o Gabinete de Segurança Institucional, no qual poderei continuar contribuindo para o desenvolvimento da nossa Pátria”, escreveu o general à época em uma rede social.
O GSI tem status de ministério e funciona no Palácio do Planalto. Heleno é considerado um dos ministros mais próximos de Bolsonaro.
O gabinete responde pela coordenação da área de inteligência do governo, ao qual está subordinada a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A estrutura ainda comanda a segurança pessoal do presidente da República.
Núcleo militar
Villas Bôas reforça o núcleo militar do Palácio do Planalto, composto por generais da reserva do Exército.
Dos quatro ministros que despacham do palácio, dois são generais: Augusto Heleno (GSI) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo). Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Gustavo Bebianno (Secretaria Geral) estão na ala civil dos ministros palacianos.
O vice-presidente Hamilton Mourão também é general da reserva. Já o presidente Jair Bolsonaro é capitão reformado do Exército. Ele deixou a carreira há 30 anos, ao se eleger vereador no Rio de Janeiro – depois foi deputado federal por sete mandatos até se eleger presidente em 2018.
Perfil
General de exército (quatro estrelas), Villas Bôas comandou o Exército por quatro anos. Ele deixou o cargo em 11 de janeiro – o substituto foi o general Edson Pujol, nomeado por Bolsonaro.
Villas Bôas assumiu o Exército em janeiro de 2015, escolhido pela então presidente Dilma Rousseff. Em 2016, quando Michel Temer assumiu a Presidência graças ao processo de impeachment, Villas Bôas foi mantido no cargo.
Com fama de conciliador, por conduzir o Exército durante quatro anos de instabilidade política, Villas Bôas provocou polêmica por comentários feitos no Twitter em abril de 2018, na véspera de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar um habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem citar o caso, ele fez comentários em “repúdio à impunidade”.
“Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, disse na primeira mensagem.
“O Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais. Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, encerrou.
O então ministro, Joaquim Silva e Luna, afirmou ao jornal “O Globo” na oportunidade que os comentários de Villas Bôas foram no sentido contrário ao uso da força e que a população poderia “ficar tranquila”.
G1
Política
Lula e Flávio Bolsonaro participam de eventos em Mato Grosso no mesmo dia

Os dois principais candidatos à presidência deverão estar, no mesmo dia, em Mato Grosso. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprirão agendas no estado no próximo dia 20.
Lula estará na inauguração do Terminal Ferroviário da Rumo, no entorno da BR-070, município de Dom Aquino. A solenidade marca a entrega da primeira etapa da ferrovia estadual que, quando pronta, ligará os municípios de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. A inauguração estava marcada para o próximo dia 19, mas foi alterada justamente para que Lula pudesse participar do evento.
O novo terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando a capacidade logística do Estado e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. Apenas nesta primeira etapa foram investidos R$ 5 bilhões.
Já a vinda de Flávio foi confirmada pelo próprio senador, que participará de mais uma edição a Marcha para Jesus, evento voltado ao público evangélico, realizado em Cuiabá. Os organizadores do ato, que será realizado na tarde do dia 20, também confirmaram a presença de diversos políticos mato-grossenses de direita. (RD News)
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