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Mato Grosso

Maninho e Léo Bortolin lideram mobilização nacional em defesa das finanças dos municípios de MT

A atuação firme e articulada do vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, o Maninho, e do presidente da entidade, Léo Bortolin, tem ganhado destaque no cenário nacional pela defesa intransigente dos municípios mato-grossenses e brasileiros.

Durante mobilização realizada em Brasília, Maninho participou ativamente do movimento nacional contra as chamadas “pautas-bomba”, propostas que tramitam no Congresso Nacional e que podem comprometer seriamente o equilíbrio financeiro das prefeituras. Ao lado de Bortolin, o ex-prefeito de Colíder reforçou o compromisso da AMM com a proteção da autonomia municipal e a sustentabilidade das administrações locais.

O encontro ocorreu na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e reuniu mais de mil lideranças municipalistas de todo o país. A mobilização teve como foco principal debater matérias legislativas que impõem novas responsabilidades financeiras aos municípios sem a correspondente compensação por parte da União.

Léo Bortolin destacou a relevância do movimento ao alertar para os riscos de propostas que ampliam despesas obrigatórias das prefeituras. Entre os temas debatidos estão a tributação das apostas esportivas (bets), que pode representar cerca de R$ 36 bilhões a serem distribuídos por meio do aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e a criação de pisos salariais para diversas categorias sem a garantia de repasses federais para custear essas novas obrigações.

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“Estamos participando do Movimento Nacional com mais de mil lideranças municipalistas para tratar de temas importantíssimos para os municípios mato-grossenses e brasileiros, que hoje tramitam no Congresso Nacional e podem comprometer as finanças das prefeituras”, afirmou Bortolin, reforçando a necessidade de união e mobilização permanente.

Maninho também enfatizou o papel estratégico da AMM na defesa do municipalismo. “Estamos sempre na luta incansável em defesa dos municípios brasileiros, em especial de Mato Grosso, para que possamos levar mais recursos às prefeituras, que é onde as pessoas vivem. Parabenizo o presidente Léo e toda a equipe da AMM e da CNM por essa mobilização tão importante”, destacou.

A atuação conjunta de Maninho e Léo Bortolin demonstra liderança, responsabilidade e compromisso com a gestão pública eficiente. A mobilização segue com articulações junto a parlamentares e lideranças nacionais, buscando assegurar que decisões tomadas em âmbito federal não prejudiquem a capacidade de investimento, a autonomia e o funcionamento dos municípios — que são, de fato, a base da prestação de serviços à população.

Com diálogo, firmeza e articulação política, a AMM reafirma seu protagonismo na defesa dos interesses municipalistas, fortalecendo Mato Grosso e contribuindo para um pacto federativo mais justo e equilibrado.

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Mato Grosso

Governo rescinde contratos e multa empresas em R$ 7,2 milhões por falhas na MT-170

Além das multas, empresas poderão ter de devolver aos cofres públicos os valores gastos para recuperar os trechos danificados

O Governo de Mato Grosso decidiu romper os contratos dos dois consórcios responsáveis pela pavimentação dos primeiros 90 quilômetros da MT-170, entre Castanheira e Colniza, após problemas registrados no asfalto pouco tempo depois da conclusão dos serviços.

As empresas também receberam multas que, somadas, ultrapassam R$ 7,2 milhões. Além das penalidades, os consórcios ficarão impedidos de celebrar novos contratos com o Governo do Estado pelo período de dois anos.

As decisões foram assinadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, na sexta-feira (7), e publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (10).

O Estado também determinou que os consórcios sejam responsabilizados pelos custos necessários para reparar os danos identificados na rodovia. O ressarcimento poderá incluir despesas que ainda serão calculadas conforme os serviços de recuperação.

A maior penalidade foi aplicada ao Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável por um trecho de 50,7 quilômetros, correspondente ao Lote 1.

Nesse caso, a Sinfra estabeleceu multa moratória de aproximadamente R$ 565,6 mil e outra, de caráter compensatório, no valor de R$ 3,51 milhões. As duas penalidades totalizam cerca de R$ 4,07 milhões.

O consórcio também deverá ressarcir integralmente os prejuízos que tenham relação com os defeitos encontrados na obra.

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No segundo lote, com 39,3 quilômetros, a responsabilidade era do Consórcio Construtor Agrimex. A empresa recebeu multa moratória de R$ 522 mil e multa compensatória de R$ 2,63 milhões, chegando a aproximadamente R$ 3,15 milhões.

Para esse contrato, a secretaria estabeleceu que o ressarcimento deverá considerar, entre outros itens, os gastos com recuperação do pavimento, contratação de outras empresas, correção de passivos ambientais e demais despesas que sejam comprovadamente decorrentes dos problemas encontrados.

A decisão ocorre após o pavimento apresentar sinais de deterioração em um período considerado curto depois da execução. Em alguns pontos, o material chegou a se desfazer, levando o Estado a cobrar providências das empresas responsáveis.

No Lote 1, segundo informações reunidas durante o processo administrativo, a Sinfra notificou as contratadas diversas vezes. Foram quatro notificações registradas em 2023, outras 16 em 2024 e mais seis em 2025.

A situação também foi acompanhada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que realizou inspeções na rodovia para verificar as condições do pavimento.

Entre os problemas analisados esteve a espessura da camada asfáltica. Estudos anteriores consideravam uma camada de 7,5 centímetros de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto a solução executada utilizou cinco centímetros, uma diferença de aproximadamente 33%.

A Sinfra, entretanto, afirma que a alteração não pode ser apontada isoladamente como causa dos defeitos. Segundo a secretaria, a mudança foi autorizada em uma Mesa Técnica realizada em 2022, com participação do próprio Tribunal de Contas.

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Na avaliação do Estado, os problemas encontrados estão associados a falhas nos projetos e na execução dos serviços contratados.

Antes mesmo da rescisão, o Governo já havia informado que buscaria responsabilizar as empresas pelos custos necessários para recuperar a rodovia.

A administração estadual também acionou mecanismos de seguro-garantia relacionados aos contratos, numa tentativa de reduzir o impacto financeiro da recuperação do trecho para os cofres públicos.

Os contratos agora encerrados foram firmados em 2014, quando a estrada ainda fazia parte da antiga BR-174. Na época, os acordos incluíam tanto a elaboração dos projetos básico e executivo quanto a execução das obras de pavimentação.

Posteriormente, o trecho passou para a responsabilidade estadual e recebeu a denominação de MT-170.

A rodovia é considerada estratégica para o deslocamento e o escoamento da produção da região Noroeste de Mato Grosso, especialmente no corredor entre Castanheira e Colniza.

Com a publicação das decisões, os contratos referentes aos primeiros 90 quilômetros do trecho estão oficialmente rescindidos. Além das multas já aplicadas, o Estado ainda poderá cobrar dos consórcios os valores necessários para recuperar os pontos da rodovia afetados pela deterioração do pavimento.

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