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Política

Deputados do PSL chegam à CCJ mais de 7h antes do início da sessão para guardar lugar na fila

Deputados do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, chegaram nesta segunda-feira (15) mais de sete horas antes do início da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara com o objetivo de dar celeridade à discussão da reforma da Previdência, evitando manobras de obstrução de parlamentares oposicionistas.

Embora a reunião desta segunda-feira da CCJ esteja prevista para começar às 14h, os deputados Loester Trutis (PSL-MS) e General Girão (PSL-RN) chegaram por volta das 6h30 à porta do plenário da comissão para assegurar os primeiros lugares na fila.

A estratégia visa a garantir a preferência na análise de requerimentos. Pelo regimento interno da Câmara, os requerimentos têm que ser votados conforme a sua ordem de apresentação.

Os deputados do PSL deverão fazer um pedido para que a comissão comece os trabalhos direto pelas matérias em pauta, pulando a etapa de leitura de ata de reuniões anteriores, o que atrasaria o andamento da reunião.

O governo tem pressa para aprovar a reforma da Previdência, medida considerada prioritária pela equipe econômica para recuperar as finanças públicas. A meta era aprovar a reforma na comissão ainda nesta semana.

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Na CCJ, os deputados vão analisar apenas se a proposta está de acordo com a Constituição. Após os debates, eles vão votar o parecer apresentado pelo relator, Marcelo Freitas (PSL-MG), que é favorável à constitucionalidade da reforma.

O mérito (conteúdo) da proposta, que altera as regras de aposentadoria, porém, só será discutido em uma comissão especial, a ser criada depois.

Orçamento

O governo terá ainda outro desafio pela frente na reunião desta segunda na CCJ. Partidos como SD, DEM, PP e PR, incomodados com a articulação política do governo, passaram a defender que, antes da Previdência, a comissão discuta a proposta que aumenta os gastos obrigatórios do governo.

A chamada PEC do orçamento impositivo já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, mas, como os senadores modificaram o texto, o projeto voltou para nova análise dos deputados.

A expectativa é de que os partidos do “Centrão”, apoiados pela oposição, apresentem requerimento de inversão de pauta, para que a PEC do Orçamento seja apreciada antes, adiando, assim, a Previdência.

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Nos bastidores, a avaliação é que essa manobra regimental deverá será vitoriosa uma vez que o governo não tem uma base aliada organizada na comissão.

Diante disso, governistas podem tentar um acordo para que a PEC do Orçamento seja apreciada logo para dar tempo de entrar na discussão da Previdência ainda nesta segunda-feira.

Outro ponto que poderá gerar embates no colegiado é em relação ao acordo parcial firmado na semana passada sobre os debates da Previdência.

A oposição se comprometeu a não fazer obstrução aos trabalhos, com a apresentação de recursos regimentais que retardam a reunião, em troca de todos os oradores inscritos terem direito à palavra.

No entanto, não está descartada a apresentação por governistas de um requerimento para encerrar os debates após dez deputados terem falado, o que permitirá, em tese, avançar para a etapa de votação.

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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