Agro Notícias
Governo de MT facilita acesso do agricultor familiar à tecnologia e faz justiça social, afirma Silvano Amaral
O acesso do pequeno produtor, especialmente o da agricultura familiar, a maquinários, equipamentos, tecnologia e até mesmo à assistência técnica precisa do apoio do Governo do Estado para desenvolver as diversas cadeias produtivas, como de leite, café, cacau, fruticultura e horticultura.
A análise é do secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral, que destaca os investimentos feitos pelo governo para o desenvolvimento do setor.
“São apoios em forma de melhoria genética do rebanho, com sêmen e embriões; de entrega e distribuição de resfriadores de leite, mudas de café e de cacau, calcário; e por meio de patrulhas agrícolas, com tratores, carretas, grades, roçadeiras, além da assistência técnica”, explica Silvano.
Ele ainda fala sobre a meta de elevar a produção média de 3,7 para 10 litros de leite por vaca ordenhada, sobre o impacto do Programa de Aquisição de Alimentos no setor e sobre a destinação de R$ 185 milhões do Mais MT ao MT Produtivo, nos próximos dois anos, para investimentos específicos na agricultura familiar.
Leia a entrevista na íntegra:
Um dos principais investimentos feitos pela Seaf na agricultura familiar é a entrega de maquinário para prefeituras, cooperativas e associações de produtores. Como essa ação pode proporcionar melhores condições aos pequenos produtores?
Silvano Amaral – Todo esse montante de equipamentos e investimentos servirá de apoio para que as prefeituras, cooperativas e associações auxiliem o produtor familiar na sua propriedade, como por exemplo preparando a terra para o plantio e abrindo novas áreas de cultivo. Sem esse apoio, o agricultor, que na grande maioria das vezes conta com a força de trabalho apenas dos parentes para plantar, e, portanto, não dispõe de muito recursos para investir em maquinários pesados, não teria condições de ter em sua propriedade uma máquina avaliada em mais de R$ 100 mil.
Então, ao disponibilizarmos esses equipamentos, estamos fazendo justiça social e dando condições para que o pequeno produtor possa ter melhor renda e condições de exercer a sua atividade produtiva.
Outro investimento é a distribuição de embriões e sêmen bovino para melhorar a genética do rebanho em Mato Grosso. Essa ação começou neste ano, mas já podemos ver sinais dessa melhora? Qual a expectativa para os próximos anos?
Silvano Amaral – O melhoramento genético do rebanho bovino mato-grossense é parte da cadeia do leite. Esta é uma questão que nos preocupa muito, porque nossa média, de 3,7 litros de leite por vaca ordenhada, é muito pequena e impede um retorno econômico satisfatório para o produtor.
Pensando nisso, desenvolvemos algumas ações para aumentar nossa produção leiteira. Entre elas, o uso do calcário para melhoria das pastagens e o resfriador para que o leite possa ser comercializado dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura.
Os resultados não são imediatos. No caso do melhoramento genético do rebanho, quando se trata do sêmen, o prazo é de 120 meses ou de 10 anos para obter um resultado efetivo na propriedade. Quando se trata do embrião, o prazo é menor: 36 meses ou 3 anos.
O programa, iniciado neste ano, mesmo com a pandemia, começou pequeno, mas ganhou corpo. O Governo do Estado já contratou a aquisição de dois mil embriões, que serão transferidos aos agricultores familiares. A contrapartida, tanto das cooperativas quanto dos próprios produtores, será a aquisição de outros dois mil embriões. Acredito que neste e no próximo ano, estes quatro mil embriões serão transferidos às matrizes receptoras.
Desenvolver o setor é a nossa meta. Aumentar a média mato-grossense em pelo menos 10 litros por vaca ordenhada. Este resultado representará mais renda, qualidade de vida, a permanência do produtor na atividade, ganhando dinheiro, cuidando de sua família e gerando renda para a sociedade.
Também este ano, Mato Grosso reforçou o programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar, em parceria com o Governo Federal. Os alimentos serão destinados à merenda escolar e à rede de assistência aos mais vulneráveis. O que essa ação representa para o setor?
Silvano Amaral – É a primeira vez que este programa é executado em Mato Grosso, especialmente neste momento de pandemia. Esta ação ajuda na renda do produtor, que acaba tendo um cliente a mais para vender seu produto.
O Ministério da Cidadania está fazendo a liberação dos cartões junto aos bancos, para que os produtores possam começar as entregas. Acredito que ainda neste mês de novembro sejam liberados em torno de R$ 3,2 milhões, de um total de R$ 10,6 milhões destinados a Mato Grosso, para que o processo já esteja disponível. Outros R$ 5,5 milhões já estão disponíveis para próxima etapa do programa.
Nos próximos anos, o Governo do Estado vai investir R$ 185 milhões no MT Produtivo, com ações voltadas especificamente para a agricultura familiar. Quais as expectativas de desenvolvimento para o setor?
Silvano Amaral – Estes investimentos serão importantíssimos no apoio às cadeias produtivas do leite, da fruticultura, da horticultura, do café e do cacau, especialmente em tecnologia e assistência técnica. Todas estas ações serão desenvolvidas em parceria com as prefeituras, cooperativas, associações e consórcios.
A expectativa é muito grande, porque nunca houve tantos investimentos como agora. Será um novo momento para o setor, se comparado aos últimos cinco anos quando o setor recebeu investimentos inferiores a R$ 50 milhões. Já neste governo estarão disponíveis R$ 185 milhões até o final de 2022. Será uma grande revolução na agricultura familiar mato-grossense.
Secretário, de que forma as cadeias produtivas serão apoiadas pelo Programa Mais MT?
Silvano Amaral – Vamos apoiar com a melhoria genética do rebanho, por meio da distribuição de sêmen, transferência de embriões e entrega de resfriadores de leite; com a distribuição de mudas de café e de cacau, distribuição de calcário, com as patrulhas agrícolas, como tratores, carretas, grades, roçadeiras e estiradeiras, entre outros equipamentos. Temos ainda as parcerias com as prefeituras e consórcios.
Por isso, acredito muito no Programa Mais MT. São formas de apoio, que estavam paralisadas ou não existiam, mas que estamos retomando. Serão, de fato, entregues a todos os produtores da agricultura familiar mato-grossense.
Com os avanços já conquistados, o que podemos esperar para a agricultura familiar a partir de 2021?
Silvano Amaral – Muitas vezes, o pequeno produtor não tem condições de adquirir uma máquina, um equipamento, calcário, irrigação, acesso a um animal de boa genética ou assistência técnica. Todos estes quesitos estão contemplados nos programas Mais MT e MT Produtivo. Por isso, podemos esperar grandes avanços, grandes melhorias.
Nossa grande dificuldade está na produção, não na comercialização. O leite, por exemplo. No máximo, os laticínios trabalham com 70% de sua capacidade. Portanto, há espaço para produção e venda. No caso do café e do cacau também. É só produzir para vender.
Mas, muitas vezes, temos dificuldades na produção. Tanto em quantidade quanto em qualidade. Temos que criar as condições para que o agricultor familiar produza mais e com qualidade.
Portanto, não tenho dúvidas de que podemos esperar para o final deste ano e 2021 uma grande revolução em termos de apoio aos produtores da agricultura familiar, que desejam produzir, melhorar sua qualidade de vida e gerar renda em sua propriedade.
GOV DE MT
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
-
Cidades6 dias atrásSanta Rita do Trivelato recebe empresa interessada em estudos sobre potencial de petróleo e gás natural
-
É Direito6 dias atrásJustiça determina reintegração de posse de área de 3,3 mil hectares em Santa Rita do Trivelato
-
Fatalidade6 dias atrásMorador de Sinop morre na guerra Rússia/Ucrânia; “Sinop também derruba drone, derrubei hoje, Lisboa”
-
Acidente6 dias atrásFerrari e Tesla batem durante corrida que aconteceu no Parque Novo Mato Grosso; VÍDEO
-
Justiça6 dias atrásTRE-MT reúne partidos, federações e advogados para debater propaganda, inteligência artificial e regras do processo eleitoral
-
Saúde6 dias atrásDoar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo
-
É Direito6 dias atrásSaga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso
-
Cidades6 dias atrás“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador








Você precisa estar logado para postar um comentário Login