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Cúpula do PSL avalia a expulsão de até 10 deputados

Em conversas na noite desta quarta-feira (16), integrantes da cúpula do PSL, liderada pelo deputado Luciano Bivar (PE), discutiram a possibilidade de expulsão de até dez deputados da legenda. Entre eles, estão Bibo Nunes (RS) e Alê Silva (MG), que já fizeram críticas públicas aos dirigentes da legenda.

Outra medida em análise é a destituição do deputado Eduardo Bolsonaro (SP) e do senador Flávio Bolsonaro (RJ) dos comandos do partido nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente, o que pode ser efetivado já nesta quinta-feira (17).

Com essas medidas, a cúpula do PSL tenta retomar uma “maioria segura” dentro da bancada, diante da ofensiva do grupo do presidente Jair Bolsonaro.

A movimentação se intensificou depois que foi apresentada uma lista, com o nome de 27 parlamentares, para tirar o deputado Delegado Waldir (GO) da liderança da legenda na Câmara.

Os nomes dos deputados que poderão ser expulsos serão analisados caso a caso. A cúpula do PSL entende que esses parlamentares infiéis poderiam perder os mandatos, dando assento a suplentes.

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Essa estratégia, contudo, deverá ser contestada pelos deputados desligados junto à Justiça Eleitoral.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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