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Bolsonaro se empenhou pessoalmente por concessões a policiais federais na Previdência

O presidente Jair Bolsonaro se empenhou pessoalmente para negociar concessões a policiais federais na reforma da Previdência. Nos últimos dias, o presidente demonstrou a auxiliares incômodo pelo texto não contemplar uma regra de transição mais branda para a categoria, uma demanda da bancada da segurança pública.

A partir de então, o presidente entrou em campo: pediu ao líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), para negociar com a categoria e pressionar o relator da reforma na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

O presidente chegou, inclusive, a telefonar ao relator para pedir pelos policiais federais. A informação foi confirmada ao blog pela assessoria de Samuel Moreira.

A cúpula do Congresso, no entanto, é contra. Diz que abre brecha para outras categorias pedirem tratamento diferenciado, o que atrasaria a votação da reforma.

Na noite desta quarta-feira (3), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse a jornalistas que não há acordo neste sentido.

Para ele, a prioridade seria incluir estados e municípios no texto, o que nunca foi bandeira do Palácio do Planalto.

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“Em relação aos policiais, não teve acordo, vai (sic) ficar os 55 anos para policiais homens e mulheres [se aposentarem]”, disse Maia na Câmara.

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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