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Conselho indigenista diz que deputado eleito organiza invasão de fazendeiros a terra indígena alvo de conflito em MT

Índios da etnia Xavante que retornaram à Terra Indígena Marãiwatsédé, na região do Xingu, em Mato Grosso, em 2013, após reintegração de posse cumprida com o apoio da Polícia Federal, podem ser alvos de uma nova invasão de fazendeiros depois de conseguirem a posse definitiva do território, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

O ataque, de acordo com a instituição, seria organizado pelo deputado federal eleito Nelson Barbudo, do PSL. Ao G1, o deputado negou que tenha a intenção de invadir a terra.

“Tenho nojo de invasão de terra e tenho nojo de proprietários que invadam terras indígenas. Sou a favor de que haja um processo legal em todas as ações que envolvam esses assuntos”, declarou.

A TI de mais de 165,2 mil hectares fica entre os municípios de Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia e São Félix do Araguaia. A área foi alvo de um processo de desintrusão há cinco anos após uma disputa judicial entre produtores rurais e a Fundação Nacional do Índio (Funai), que representa os índios.

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À época, os posseiros foram obrigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a deixarem a área, devolvida posteriormente aos índios.

Recentemente, entretanto, Nelson Barbudo teria declarado apoio a uma nova invasão à TI “para devolvê-la” aos posseiros e fazendeiros expulsos do território indígena, segundo o Cimi.

Em um vídeo publicado na internet, o deputado eleito classifica como crime a retirada dos agricultores. “Isso foi um crime que cometeram contra aqueles que produziam e geravam renda”, declara.

Em nota, o Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT), principal articulador da desocupação, afirmou que qualquer ataque ou tentativa de invasão “receberá respostas enérgicas e eficazes”.

A história de ocupação irregular e desintrusão é contada no documentário ‘Marãiwatsédé: o resgate da terra’. O longa ouve índios que sobreviveram ao processo e relembram o que viveram.

O filme registra depoimentos emocionantes de quem presenciou as mortes, a violência e o desrespeito à cultura e às tradições do povo Xavante.

Ocupação e remoção

De acordo com a Funai, o povo Xavante ocupa a área Marãiwatsédé desde a década de 1960.

A remoção forçada deles ocorreu em 1966 após a associação entre órgãos do governo federal e fazendeiros durante a ditadura militar. Nessa época, a Agropecuária Suiá-Missú instalou-se na região.

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No final da década, os índios foram transferidos para a Terra Indígena São Marcos, na região sul de Mato Grosso, e lá permaneceram por cerca de 40 anos.

À época, 1/3 da população morreu como resultado da remoção.

O processo de retirada dos posseiros foi marcada por confrontos entre policiais e não-índios.

G1 MT

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Lula e Flávio Bolsonaro participam de eventos em Mato Grosso no mesmo dia

Os dois principais candidatos à presidência deverão estar, no mesmo dia, em Mato Grosso. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprirão agendas no estado no próximo dia 20.

Lula estará na inauguração do Terminal Ferroviário da Rumo, no entorno da BR-070, município de Dom Aquino. A solenidade marca a entrega da primeira etapa da ferrovia estadual que, quando pronta, ligará os municípios de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. A inauguração estava marcada para o próximo dia 19, mas foi alterada justamente para que Lula pudesse participar do evento.

O novo terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando a capacidade logística do Estado e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. Apenas nesta primeira etapa foram investidos R$ 5 bilhões.

Já a vinda de Flávio foi confirmada pelo próprio senador, que participará de mais uma edição a Marcha para Jesus, evento voltado ao público evangélico, realizado em Cuiabá. Os organizadores do ato, que será realizado na tarde do dia 20, também confirmaram a presença de diversos políticos mato-grossenses de direita. (RD News)

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