Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Ministro Augusto Heleno diz que manifestações são ‘significativas’ e ‘nada desprezíveis’

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, afirmou que as manifestações de hoje pelo país estão com um “número significativo” e “nada desprezível” de pessoas nas ruas. Questionado pelo blog se a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que está subordinada a ele, já tinha números sobre o comparecimento nos atos, Heleno disse que não e que geralmente essas estimativas são muito “mal calculadas”. Mas afirmou que viu imagens dos atos e que havia “muita gente”.

“Pelo que vi pelas fotos, tem muita gente. Muito acima do esperado”, disse o ministro, completando que, na avaliação dele, as manifestações estão “na medida certa”. “Está sendo uma coisa democrática. Uma manifestação com participação do povo, de gente preocupada com os rumos do país. Gente que achou necessário mostrar apoio ao governo”, completou. Heleno destacou o fato de que, para ele, ataques ao Congresso e ao STF são minoritários.

Desde que as manifestações foram convocadas como resposta aos protestos contra os cortes na área da educação, aliados do presidente passaram a se preocupar com as eventuais repercussões dos atos para a imagem presidente Jair Bolsonaro. A leitura mais comum no Palácio do Planalto foi a de que as manifestações seriam um tiro no pé. Se muito fortes, passariam a imagem de que o Planalto apoia pautas antidemocráticas, já que parte da convocação defendia o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Se fracas, mostrariam baixa popularidade do presidente, num momento em que ele perdeu aprovação nas pesquisas.

Leia Também:  Governo de MT descobre fraude de R$ 3,6 milhões em sonegação de impostos de bebidas alcoólicas

O entorno de Bolsonaro, principalmente os militares, passaram a defender então que o presidente se descolasse dos atos. Bolsonaro passou então a dizer que não iria às manifestações e orientou os integrantes do governo a fazer o mesmo. Na quinta-feira passada, disse que aqueles que defendiam o fechamento do Congresso e do STF “estavam na manifestação errada”.

G1 Político

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Reunião ampliada vai debater situação de feirantes no Mercado do Porto

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Nova Mutum Garante R$ 4 Milhões em Emenda Parlamentar para Novo Centro-Dia do Idoso

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA