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Além de combate a queimadas, governo anunciará medidas contra atividades ilegais na Amazônia

Pressionado pela comunidade internacional, que elevou o tom das críticas ao aumento do desmatamento na Amazônia, o governo Jair Bolsonaro vai anunciar nesta sexta-feira (23) não só medidas de combate a queimadas mas também contra atividades ilegais na região amazônica que contribuem para destruição da floresta. Entre elas, garimpos ilegais.

As medidas estão sendo preparadas pela equipe técnica e serão definidas em reunião de Bolsonaro com seus ministros no Palácio do Planalto, às 15h. Segundo um assessor direto do presidente, a ideia é tomar medidas emergenciais para combater o aumento das queimadas, o que vai envolver o uso das Forças Armadas na tarefa.

Há a previsão de que o presidente faça um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV sobre as medidas que serão adotadas. Ainda não há horário para a fala.

Ao mesmo tempo, disse ele, o governo vai definir ações para coibir atividades ilegais na região amazônica, como garimpos, que, de acordo com informações obtidas pelas equipes técnicas, são responsáveis também por queimadas na floresta amazônica para facilitar sua atuação.

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É uma resposta às críticas de autoridades internacionais, que acusam o governo Bolsonaro de adotar uma política ambiental que favorece o desmatamento no país. O presidente da República foi aconselhado por assessores a não ficar apenas no discurso apontando quem seriam os responsáveis pelo aumento das queimadas no país, mas também adotar medidas para freá-las.

Outra medida em discussão pelos ministros é discutir com países desenvolvidos fontes de financiamentos para preservação da Amazônia, mas geridos pelo governo brasileiro. Seria uma mudança de rumo do Palácio do Planalto depois que o presidente Bolsonaro chegou a desprezar recursos destinados pela Alemanha e Noruega para o Fundo Amazônia.

Segundo um assessor, em tempos de crise fiscal, o governo precisa, sim, de recursos externos para combater o desmatamento.

No próximo ano, lembra um assessor, deve começar a transferência de recursos de países desenvolvidos para os emergentes e em desenvolvimento dentro do Acordo de Paris. Ele prevê a aplicação de até US$ 100 bilhões em programas de preservação ambiental dentro das regras de compensação de emissão de gases poluentes.

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G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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