Justiça
TCE aponta erros graves e ex-prefeita de Torixoréu deve restituir mais de R$ 200 mil aos cofres públicos

O relator da Tomada de Contas Ordinária, conselheiro Gonçalo Domingos Campos Neto, apontou falhas consideradas como sendo ‘gravíssimas’ que teriam sido cometidas pela ex-prefeita ao deixar de recolher às contribuições previdências. O conselheiro seguiu o parecer parcial apresentado pelo Ministério Público de Contas, que as considerou irregulares.
No plenário, os conselheiros José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Valter Albano, Waldir Júlio Teis, Sérgio Ricardo e Guilherme Maluf, seguiram a decisão de Campos Neto e condenou a ex-prefeita pelo não pagamento de R$ 155.299,27 de contribuições e R$ 47.019,18 das parcelas.
Conforme o Acordão 313/2023, Inês Coelho terá que restituir o município de Torixoréu o valor já estabelecido e ainda arcar com o pagamento de multa de 11 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs/MT) por grave descumprimento de normas legais.
Os conselheiros determinaram prazo de 60 dias para o pagamento da multa e restituição da quantia de R$ 202.316,45 ao erário público. Decorridos 14 meses após esta condenação, a ex-prefeita não recorreu da decisão e também não efetuou o pagamento do valor devido. O relator pediu que todo procedimento fosse encaminhado para Ministério Público Estadual. Veja acórdão do TCE no final da matéria.
Outro lado
Inês Coelho alegou que todas as contas de sua gestão foram aprovadas por unanimidade pela Câmara Municipal. Ressalta que sua gestão foi aprovada nas urnas por duas vezes, sendo a mais votada nas eleições de 2020 e que seu sucessor, Thiago Timo (PSB) foi o mais votado em 2021.
A ex-prefeita diz ainda que sua gestão ostentou ótimos índices de avaliação em todas as áreas da administração, mesmo diante da realidade brasileira à época, em 2017, quando a construção civil recuava -9,2%.
Sua defesa relata que, naquele período, vários prefeitos foram a Assembleia Legislativa (AL/MT) pedir ao presidente do parlamento, deputado Eduardo Botelho, empenho para obrigar o então governador Pedro Taques, a repassar recursos devidos aos municípios, algo em torno de mais de R$ 150 milhões em atraso.
Ela alega que houve atrasos dos repasses aos municípios referente ao ICMS, cerca de R$ 300 milhões e que preferiu cuidar de pessoas (saúde) do que arcar com pagamento de encargos sociais, já que os mesmos poderiam ser parcelados e juros cobrados. A ex-gestora disse ainda que não houve desvios de recursos públicos, mas tão somente em juros de mora e multa.
Justiça
Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.
A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.
De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.
A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.
Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.
Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.
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