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Disputa pesada: 18 magistradas brigam por vaga aberta no TJ de Mato Grosso

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso já tem data marcada para mexer no topo da magistratura estadual. No dia 12 de fevereiro, o TJMT realiza uma sessão decisiva que vai definir dois novos desembargadores, em uma movimentação que redesenha a composição da Corte.

Uma das vagas surge com a aposentadoria compulsória do desembargador Sebastião de Moraes Filho, que deixou o cargo ao atingir 75 anos — idade limite para magistrados no Estado. A sucessão promete disputa intensa: 18 magistradas concorrem à cadeira aberta pelo critério de merecimento.

Estão na disputa:

Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, Ester Belém Nunes, Eulice Jaqueline da Costa Cherulli, Milene Aparecida Pereira Beltramini, Maria Mazarelo Farias Pinto, Gleide Bispo Santos, Monica Catarina Perri Siqueira, Amnin Haddadd Campos, Ana Cristina Silva Mendes, Célia Regina Vidotti, Christiane da Costa Marques Neves, Tatiane Colombo, Angela Regina Gama da Silveira Gutierrez Gimenez, Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva e Adriana Sant’Anna Conigaham, entre outras candidatas habilitadas.

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A segunda vaga, por sua vez, não será disputada. Ela será preenchida automaticamente pelo critério de antiguidade, cabendo ao juiz Sérgio Valério, atualmente o magistrado mais antigo em atividade na carreira no Estado.

A sessão será extraordinária e terá transmissão ao vivo pelo canal oficial do TJMT no YouTube, permitindo que a escolha seja acompanhada em tempo real.

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Saga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso

A Justiça de Mato Grosso condenou a Saga Pantanal Comércio de Veículos Ltda. a devolver R$ 116,9 mil a um cliente após a venda de uma Fiat Toro que apresentou defeitos cerca de uma semana após a compra. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.

A decisão é assinada pelo juiz Luis Otávio Pereira Marques, da 6ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada na segunda-feira (8). Na decisão, também foi condenada a empresa Novos Serviços para Automóveis.

Conforme os autos, Fábio Júnior Sales da Silva adquiriu o veículo Fiat Toro Freedom 2.0, ano/modelo 2018/2019, por R$ 116.990 em dezembro de 2022. Segundo ele, após aproximadamente uma semana de uso, a caminhonete passou a apresentar dificuldades na partida.

Em fevereiro de 2023, o veículo apresentou nova pane e foi encaminhado para oficina credenciada indicada pela assistência técnica ligada à Novos Serviços para Automóveis. O consumidor foi informado de que os problemas estavam relacionados à bomba de alta pressão, aos bicos injetores e ao sistema de partida.

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No processo, ele relatou que o automóvel permaneceu parado por mais de 30 dias sem que o defeito fosse solucionado, apesar das tentativas de contato com a assistência técnica e a concessionária.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o Código de Defesa do Consumidor assegura ao comprador o direito de optar pela devolução integral do valor pago quando o vício não é sanado dentro do prazo legal de 30 dias.

Segundo a sentença, o veículo foi entregue para reparo em 9 de fevereiro de 2023 e o prazo legal se encerrou em 11 de março daquele ano. No entanto, até abril o problema ainda não havia sido resolvido e surgiram novas falhas mecânicas.

Para o juiz, o direito do consumidor à restituição do valor se consolidou no momento em que o prazo legal foi ultrapassado, sendo irrelevante o argumento das empresas de que o defeito teria sido corrigido posteriormente.

“Nenhuma das requeridas impugnou especificamente a data de 09/02/2023 como marco inicial do processo de conserto, razão pela qual, nos termos do art. 341 do Código de Processo Civil, tal fato presume-se verdadeiro”, escreveu.

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“Portanto, a conduta das requeridas de reter o veículo por prazo superior ao legal autoriza o acolhimento do pedido de rescisão contratual e a devolução integral da quantia paga”, concluiu.

Ao fixar a indenização por danos morais, o juiz entendeu que o problema ultrapassou um mero aborrecimento, além de destacar que o cliente foi obrigado a gastar tempo e esforço tentando resolver um problema que deveria ter sido solucionado pelas empresas, situação conhecida na Justiça como “desvio produtivo do consumidor”.

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