Investigação Polícial
Motorista que morreu na BR-163 esfaqueou, estuprou e atropelou mulheres antes de acidente

A Polícia Civil confirmou que Emanuel Adolfo Wahlbrinck, condutor da camionete Chevrolet S10 que colidiu com uma carreta no KM 937 da BR-163, nas proximidades de Itaúba (581 km de Cuiabá), cometeu mais dois crimes pouco antes de morrer na batida.
Às 3h da manhã do domingo (22), Emanuel Adolfo Wahlbrinck estuprou e esfaqueou uma mulher de 26 anos no pescoço. O crime ocorreu na estrada do Rio do Laço, no bairro Recanto dos Pássaros, em Itaúba.
A vítima sobreviveu após fingir que estava morta e foi socorrida pelo Samu. Ela foi encaminhada para o hospital de Colíder onde conseguiu relatar o crime escrevendo em um celular. A mulher reconheceu o suspeito e o veículo utilizado por ele por fotografia.
Poucas horas depois, às 7h da manhã, Emanuel atropelou uma jovem de 15 anos que estava numa calçada a caminho da igreja, na rua Lucílio Carrara. Na ocasião, Emanuel subiu com o veículo subiu no meio-fio e saiu acelerando, fugindo em alta velocidade sentido à Avenida da Saúde.
Após o atropelamento, a adolescente levantou e saiu correndo para dentro da casa dela. A menina relatou o ocorrido ao pai que a levou ao hospital e registrou boletim de ocorrência. Ela contou que viu o motorista virando o volante propositalmente para acertá-la.
Às 7h13, Emanuel atropelou mais uma jovem. Dessa vez a vítima foi Nathaly Gonçalves dos Santos, de 19 anos, que caiu desacordada após ser atingida pela caminhonete. O homem a colocou no carro e saiu em direção à rodovia onde invadiu a pista contrária em alta velocidade e colidiu com um caminhão Scania R540 A6x4 preta.
Emanuel morreu ainda no local. Já Nathaly chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
As investigações continuam para completa elucidação dos fatos, em especial quanto à motivação e premeditação dos crimes. (HNT)
Investigação Polícial
Justiça marca audiência de policial acusado de estuprar detenta dentro da delegacia

A Justiça marcou para o dia 11 de junho de 2026, às 16h30, a audiência de instrução e julgamento do policial civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma detenta dentro da delegacia de Sorriso. A data foi definida pela 2ª Vara Criminal do município.
Manoel Batista da Silva, que atuava como investigador da Polícia Judiciária Civil, está preso preventivamente desde a denúncia feita pela vítima, que permanecia detida havia cerca de 50 dias.
A decisão foi assinada pelo juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, que analisou pedidos apresentados tanto pela vítima quanto pela defesa do policial.
A vítima solicitou autorização para atuar oficialmente no processo ao lado do Ministério Público, auxiliando na acusação. Antes de decidir sobre o pedido, o magistrado determinou que o Ministério Público se manifeste.
Já a defesa do policial questionou supostas irregularidades nas provas digitais do processo. Os advogados alegam que parte do material estaria incompleta e também contestam a forma de armazenamento e preservação das provas. Além disso, pediram que a audiência fosse realizada de forma presencial.
Na decisão, o juiz afirmou que os apontamentos da defesa ficam registrados para eventual análise futura, mas destacou que, neste momento, não há motivos para rever decisões já tomadas no processo. Segundo o magistrado, a validade das provas será discutida posteriormente, após a fase de depoimentos e produção probatória.
Com isso, a Justiça manteve o andamento da ação penal e definiu que a audiência ocorrerá por videoconferência. Nessa etapa, deverão ser ouvidos o acusado, testemunhas e demais envolvidos no caso.
A defesa de Manoel Batista da Silva, de 52 anos, investigador da Polícia Civil que foi preso após acusação de ter estuprado uma detenta dentro da delegacia de Sorriso, pediu a anulação da ação penal feita pelo Ministério Público após a promotora Fernanda Pawelec, que fez um pedido formal e por escrito ao Ministério Público, para não atuar em inquérito onde o delegado Bruno França tenha participado, pois a mesma se coloca como SUSPEITA.
A manifestação de suspeição, ocorreu após o delegado Dr. Bruno França atuar em uma abordagem na casa da promotora que ocorreu em 2023.
Dr. Bruno e os outros delegados também atuaram na investigação e inquérito do caso do investigador Manoel Batista da Silva, o que chamou atenção da defesa de Manoel, que teve acesso ao pedido de SUSPEIÇÃO da promotora em todos os casos que o delegado Bruno tenha envolvimento.
A promotora fez o pedido para não atuar em qualquer feito em cujo qual atue ou tenha atuado o Delegado da Polícia Civil Bruno França na Comarca de Sorriso.
Com estas informações, a defesa de Manoel, ao saber que a mesma promotora estava atuando no caso em que Manoel é acusado de estupro de uma detenta, pediu um Habeas Corpus para soltura do mesmo e também o pedido de anulação da ação penal, pois como o delegado foi importante no processo, a promotora não poderia atuar na ação penal, pois a mesma já tinha pedido a SUSPEIÇÃO outrora.
A anulação de um inquérito policial ou de uma ação penal baseada na suspeição de um promotor de justiça (ou membro do Ministério Público) é possível, mas depende da comprovação de prejuízo concreto e da demonstração de parcialidade que tenha afetado a lisura das investigações.
A suspeição gera, em regra, nulidade relativa. Isso significa que os atos praticados pelo promotor considerado suspeito só serão anulados se a defesa demonstrar que eles causaram prejuízo real ao investigado/réu.
A suspeição do membro do MP não se baseia apenas em um ato isolado, mas sim quando se demonstra um comportamento contínuo, sequencial e métodos pouco ortodoxos que indicam o objetivo de condenação a qualquer custo, configurando parcialidade.
INQUÉRITO
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que apurou o crime de estupro de uma mulher praticado pelo investigador Manoel Batista da Silva, dentro da delegacia de Sorriso.
O servidor foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade, após exames periciais confirmarem o abuso sexual. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e Ministério Público para prosseguimento da ação penal.
De acordo com a defesa, a vítima sofreu quatro episódios de violência sexual entre a noite de 9 de dezembro de 2025 e a madrugada do dia 10.





