Justiça
Sinop: Justiça manda candidata à prefeitura apagar 97 publicações com Bolsonaro

A Justiça Eleitoral determinou que a pré-candidata à Prefeitura de Sinop, a 503 km de Cuiabá, Mirtes Eni Leitzke Grotta, apagasse 97 posts com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, por almejar reconhecimento de propaganda política, de maneira irregular, antes do período das eleições municipais e de maneira “subliminar”. A decisão dessa segunda-feira (13) foi assinada pelo juiz Walter Tomaz de Costa.
O g1 entrou em contato com a a equipe de Mirtes, mas não teve retorno até esta publicação.
Conforme a decisão, a pré-candidata iniciou a propaganda política no dia 17 de abril, quando ela participou da carreata da visita de Bolsonaro à Sinop. O juiz disse que ela se aproveitou da situação para divulgar a pré-candidatura e conseguir eleitores através da figura do ex-presidente, que tem um grande número de apoiadores em Mato Grosso.
Devido à propaganda irregular, a Justiça decretou que todas as publicações fossem apagadas das redes sociais de Mirtes. Consta no processo que Mirtes teve 48 horas para apresentar a defesa do caso e 24 horas para apagar todos os posts, sob pena de R$ 15 mil por dia.
De acordo com a Justiça Eleitoral, a pré-candidata está proibida de publicar e reproduzir conteúdos com o intuito de conseguir propaganda eleitoral, antes das eleições municipais. Por mais que tenha apagado diversas publicações que faziam referência ao ex-presidente, ela ainda mantém algumas fotos e destaques, nos perfis pessoais, com Bolsonaro.
Propaganda irregular
A propaganda eleitoral antecipada não se resume apenas ao pedido direto de voto, conforme a Justiça Eleitoral. A lei diz que outras formas de divulgação podem ser consideradas como crime. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define que é passível de multa a propaganda antecipada veiculada fora do período permitido, que contenha pedido de voto explícito, que divulgue conteúdo eleitoral em locais proibidos ou através de meios não autorizados durante a campanha.
É importante destacar que o pedido explícito de voto não se limita apenas à expressão “vote em”. A legislação eleitoral considera qualquer termo ou expressão que sugira claramente o apoio a um candidato como propaganda antecipada. Isso significa que mesmo mensagens que não mencionam diretamente o voto podem ser interpretadas como propaganda se transmitirem o mesmo conteúdo.
Fonte: G1
Justiça
Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.
A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.
De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.
A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.
Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.
Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.
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