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Nova Mutum: grupos empresariais anunciam investimentos de R$ 800 milhões em usina

Nova Mutum terá uma usina que produzirá 9.200 toneladas de óleo de milho por ano, farelos com altos teores de fibra e proteína para ração animal (DDGS e DDG) e energia elétrica com a biomassa utilizada nas caldeiras. As obras iniciam em abril e a indústria deve entrar em operação no segundo semestre de 2020. O investimento é de R$ 800 milhões.

O grupo mato-grossense O+ Participações e a multinacional paraguaia Inpasa oficializaram hoje a parceria na planta da Ethanol Bioenergia, em Mutum. Os diretores-presidentes das empresas. Ramiro Azambuja, e José Odvar Lopes, se reuniram, em Mutum, com o prefeito Adriano Pivetta, o vice-governador Otaviano Pivetta e lideranças para anunciar a união dos grupos e os investimentos para se tornar um dos maiores players do segmento no país. A sociedade dos dois grandes grupos econômicos vai dobrar a capacidade de produção da usina de etanol de milho antes prevista no município, podendo chegar a 800 milhões de litros por ano.

O projeto está com as etapas de execução bastante adiantadas, como terreno, licenças ambientais aprovadas desde o ano passado e equipamentos contratados. “A parceria já nasce grande e forte, tendo em vista o histórico das duas empresas. É um movimento estratégico que promete mudar a indústria de etanol de milho em Mato Grosso e no Brasil, nos próximos anos”, afirmou Azambuja, da O+. Segundo ele, o grande diferencial da usina de bioenergia será a utilização, como matriz energética, do capim Brachiaria, plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa, garantindo sua auto-suficiência. “Temos uma preocupação ambiental muito grande, além da utilização de matéria-prima e mão de obra local, com o objetivo de promover o desenvolvimento da região. A indústria em Nova Mutum vai funcionar 350 dias por ano”, disse, através da assessoria.

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A planta deve abrir milhares de empregos diretos e indiretos na região, geração de renda e movimento da economia local. O Estado deve ganhar arrecadação prevista de R$ 60 milhões por ano de ICMS (Imposto Circulação de Mercadorias e Serviços).

Além dos investimentos em Nova Mutum, a Indústria Paraguaya Alcoholes (Inpasa) está construindo em Sinop a maior usina de etanol de milho do Brasil, com capacidade de produção de 45 milhões de litros por mês. A previsão de operação é para junho deste ano. A assessoria informa que a multinacional é hoje a maior produtora de etanol de milho da América Latina, produz 40 milhões de litros de etanol por mês no Paraguai. A capacidade instalada na destilaria é superior a 450 mil litros de etanol por dia

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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