Agro Notícias
ATeG Ovinocaprinocultura: Sucesso do grupo marca Dia de Campo
O grupo do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Ovinocaprinocultura de Leite, oferecido pelo Sistema FAEMG em São Domingos do Prata e região, está encerrando seu ciclo de trabalho. O técnico de campo que acompanha a turma, Evandro Ferreira, aproveitou o Dia de Campo realizado na última semana para testar os conhecimentos dos produtores em um momento que ele chamou de “prova oral”.
Feliz com as respostas, ele afirmou que “os produtores deram um show, todos receberam uma boa nota”. O profissional também foi bem avaliado pela turma, que prestou uma homenagem a ele. Para Evandro, o encontro proporcionou uma troca experiências valiosa aos caprinocultores da turma e ao público interessado em iniciar a atividade, que também compareceu ao evento. “O dia de campo agrega conhecimento aos produtores e alinha as ideias, recomendo sempre!”.
O gerente do Sistema FAEMG em Viçosa, Marcos Reis, destacou que o bom desempenho da turma ao responder sobre técnicas complexas que foram trabalhadas ao longo dos dois anos demonstram a “excelência do trabalho realizado junto ao técnico. Ficou claro que produtores conseguiram absorver o conhecimento proporcionado pelo ATeG”.
Marcos parabenizou a todos pelo empenho, que tem gerado resultados positivos individual e coletivamente, e uma grande evolução da ovinocaprinocultura na região. “Vimos que a maioria do grupo começou do zero. Implantaram a atividade com auxílio do ATeG, começaram a produzir com qualidade e hoje estão comercializando e bem encaminhados. O excelente trabalho instigou novos produtores a entrarem na atividade, o que está nos demandando um novo grupo dessa cadeia”.

O mobilizador da entidade cooperada em São Domingos do Prata, João Batista Lima, enfatizou que o evento fechou com ‘chave de ouro’ o ciclo da primeira turma do ATeG Ovincaprinocultura do estado de Minas Gerais, e que está empenhado em dar continuidade ao trabalho e ampliar o número de produtores contemplados com a assistência técnica e gerencial. “O Dia de Campo trouxe a certeza de que as ações do Sistema FAEMG são fundamentais. Estamos buscando parceiros que queiram investir no fortalecimento da ovinocaprinocultura de leite, que é um negócio grandioso no momento”, comentou.
Caso de sucesso
A produtora Beatris de Fátima da Silva Gomes falou sobre a sua experiência com o ATeG durante o evento, e afirmou que o encontro foi mais uma oportunidade de tirar dúvidas e continuar aprendendo. Ela contou que não sabia nada sobre a atividade antes do programa, mas agora está no caminho certo. “Foi gratificante e proveitoso estar no Dia de Campo. Para mim, o ATeG Ovinocaprinocultura de Leite foi essencial em tudo. No princípio eu tinha medo, por estar começando algo novo, e muitas pessoas diziam que era loucura, mas eu fui aprendendo e está dando tudo certo”.
Atualmente Beatris tem três cabras em lactação que produzem 10 litros de leite por dia. Todo o manejo é feito por ela e o marido, e os dois também preparam a silagem para a alimentação dos animais. A produtora comercializa a bebida in natura por R$ 8 o litro e produz queijos, vendidos a R$20 na cidade. Os clientes são, principalmente, pessoas com restrições alimentares, que optam pelo consumo do leite de cabra, e para o Laticínio Regina, junto a outros produtores do grupo. “Consegui manter uma boa produção com o manejo correto e seguindo todas as orientações do técnico. Com as vendas, tenho uma fonte de renda a mais e isso faz a diferença para nós”, comentou.
A paixão pela atividade e o gosto pelo leite de cabra contagiou a família. O irmão Jeci e a cunhada Yara também se tornaram caprinocultores, e a mãe de 86 anos trocou o leite de vaca pelo de cabra. “Ela tomava o leite desnatado por orientação médica e eu sugeri que substituísse a bebida, como eu mesma já fiz em casa. Ela ficou resistente no início, mas hoje virou uma cliente fiel e não fica sem o nosso amado leite de cabra”, contou a produtora.

Crescimento
Beatris está construindo um novo capril com capacidade para até 20 animais e um espaço para a fabricação dos derivados. Até julho deste ano ela já terá sete cabras em produção. A produtora contou que o seu desejo para o futuro é aumentar a produção de queijos. Para isso, pretende fazer mais cursos oferecidos pelo Sistema FAEMG.
“Sempre digo que o SENAR é uma faculdade para mim. Participo de todos os cursos que podem me ajudar a desenvolver minhas atividades agrícolas. O próximo curso vai ser o de queijos especiais. Agradeço ao Sistema FAEMG que nos incentiva a crescer, sonhar e conquistar. Estou no caminho certo. O grupo se encerrou, mas o aprendizado é para a vida toda”.
Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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