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Saúde

Vacinação contra gripe atinge 34,92% da cobertura e baixa adesão de crianças preocupa: ‘Pode levar a óbito’

A adesão à vacina contra gripe Influenza em Campinas (SP) está abaixo do esperado pela Prefeitura, principalmente em relação às crianças. O balanço divulgado nesta sexta-feira (3) aponta 95.259 doses aplicadas no total, o equivalente 34,92% da cobertura dos grupos de risco. A meta é vacinar 90% de 272.758 pessoas. No caso das crianças, a cobertura está em 35%.

Neste sábado (4) acontece o “Dia D” e os 66 Centros de Saúde vão funcionar das 8h às 17h. A campanha vai até 31 de maio em todo o Brasil.

Coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria de Saúde, Gabriela Marchesi alerta que o vírus Influenza não é como outros que causam gripe ao longo do ano. Ele é mais grave e pode causar complicações – pneumonia é a mais recorrente – que levam a óbito.

Em 2018, 15 pessoas morreram após diagnóstico de gripe causada por esse vírus.

“A síndrome gripal por Influenza pode ter consequências graves para todos os grupos contemplados na campanha. […] Todos os anos temos óbitos, mas esperaríamos não ter. Se a pessoa é vacinada, isso previne. É preocupante”, afirma Gabriela.

A vacina contra Influenza não causa a doença. É feita de vírus fragmentados e inativados, e protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B.

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Cobertura dos grupos de risco

O balanço da vacinação compreende o período de 10 de abril a 2 de maio. As crianças que podem se vacinar têm entre 6 meses e 5 anos, e começaram a receber as doses no primeiro dia de campanha. Por isso a preocupação com a baixa adesão, de 35% (25.589 crianças) até agora.

“Esperaríamos que a cobertura estivesse um pouco maior. Estamos chamando a atenção dos pais sobre a importância que é se vacinar contra a Influenza”.

É extremamente importante para esse público-alvo, crianças que convivem em escolas e creches, muitas vezes em período integral, têm um risco muito grande de contrair a Influenza nesses lugares fechados”, explica a coordenadora.

Veja a situação de cada grupo:

  • Crianças – 25.589 (35,08%)
  • Trabalhador de saúde – 9.298 (22,63%)
  • Gestantes – 4.554 (40,06%)
  • Puérperas – 1.371 (73,35%)
  • Idosos – 52.412 (38,51%)
  • Professores – 2.035 (21,65%)

Segundo a coordenadora, gestantes, puérperas e demais grupos, incluídos na campanha no dia 22 de abril, têm reagido mais positivamente na campanha.

“Em uma semana, os idosos atingiram 38%. Trabalhadores e professores são os menores, mas a campanha começou para eles dia 22 de abril. Tivemos um feriado no meio da semana. Esperamos que ao longo do mês de maio esse público acabe aderindo a campanha”, afirma Gabriela.

O grupo de comorbidades – pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais – já tem 16.533 imunizados. Como não há um número exato dessa população, é considerado público-alvo, mas não faz parte da meta da cobertura vacinal.

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A população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional também devem tomar a vacina, apesar de também não fazerem parte da meta.

A expectativa é que o “Dia D” neste sábado (4) seja uma oportunidade para quem não consegue ir até as unidades de saúde durante a semana.

Segundo a coordenadora, não há previsão de liberação das doses restantes da vacina da gripe ao final da campanha para a população em geral. Isso só irá ocorrer se o Ministério da Saúde determinar.

G1

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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