Saúde
Em 30 dias, MT teve uma morte por Covid a cada 29 minutos

Reprodução
A Covid-19 fez uma vítima fatal a cada 29 minutos em Mato Grosso no período de 30 dias. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram 1.462 mil mortes entre 24 de fevereiro e quinta-feira (25), quando foi divulgado o boletim mais recente sobre a pandemia.
Neste mês, quando a curva de mortes e casos confirmados da doença voltou a atingir índices alarmantes, inclusive com colapso da rede pública e privada de saúde em Mato Grosso, o tempo entre um óbito e outro foi ainda menor.
No total, Mato Grosso já tem 297.712 mil casos confirmados da doença e 7.168 mil óbitos.
Mortes diárias
Na última semana, a SES notificou 567 óbitos, sendo, em média, 70 vítimas fatais por dia. A maioria das mortes foram de pessoas com idade entre 61 a 70 anos, que representam 25,40% dos registros.
Das mortes nesse período, 174 mortes foram de moradores de Cuiabá. Das vítimas, 69,54% faziam parte do grupo de risco e 56,3% eram mulheres.
Na segunda (22), Mato Grosso registrou o pior dia da pandemia desde a confirmação da primeira morte, em abril do ano passado.
Foram 125 óbitos em 24 horas, sendo que em 15 de março, o Estado também já havia superado pela primeira vez o maior número de vítimas fatais quando a SES divulgou 86 óbitos.
Colpaso da saúde
Conforme os dados da SES, 508 pacientes estão internados em UTIs públicas no momento, representando 98,11% da capacidade máxima do sistema. As enfermarias da rede pública também estão com 66% dos leitos ocupados, sendo 551 internações.
descartados para a Covid-19, há 508 internações em UTIs públicas e 551 enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 98,11% para UTIs adulto e em 66% para enfermarias adulto.
Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (64.193), Rondonópolis (22.837), Várzea Grande (19.011), Sinop (14.917), Sorriso (11.344), Tangará da Serra (10.718), Lucas do Rio Verde (10.105), Primavera do Leste (8.762), Cáceres (6.530) e Nova Mutum (5.670).
Fonte: MidiaNews
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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