Saúde
Cientistas criam spray que estanca sangramentos graves em segundos

Pesquisadores sul-coreanos desenvolveram um spray hemostático de nova geração capaz de estancar sangramentos graves de forma praticamente imediata. Ao entrar em contato com o sangue, o pó se converte em um gel flexível — conhecido como AGCL — que sela feridas profundas, acelera a coagulação e cria uma barreira resistente sobre a lesão.
A inovação foi pensada especialmente para cenários extremos, como campos de batalha e atendimentos pré-hospitalares, onde o controle rápido da hemorragia é decisivo para a sobrevivência. Dados citados pelos pesquisadores indicam que 91,5% das mortes potencialmente evitáveis em combate estão ligadas à perda excessiva de sangue, o que torna a aplicação da tecnologia estratégica para salvar vidas.
Além da ação rápida, o spray apresenta características consideradas essenciais para uso em emergências: é antibacteriano, resistente, fácil de aplicar e tem validade de até dois anos em temperatura ambiente, dispensando refrigeração ou preparo complexo.
Embora ainda não haja uma data oficial para o lançamento comercial, a expectativa é que o produto transforme protocolos de primeiros socorros e atendimento médico de urgência, ampliando as chances de sobrevivência em acidentes, conflitos armados e desastres de grande escala.
Saúde
Justiça obriga Hapvida a custear cirurgia robótica para paciente com câncer de próstata

A Justiça de Mato Grosso determinou que a Hapvida Assistência Médica custeie integralmente uma cirurgia robótica indicada para o tratamento de câncer de próstata, após a operadora negar a cobertura do método recomendado pelo médico responsável.
O paciente obteve decisão favorável em caráter de urgência, garantindo a realização da prostatectomia radical com técnica robótica. O procedimento foi apontado como o mais adequado para o quadro clínico, por ser menos invasivo e apresentar melhores resultados funcionais e oncológicos.
Embora tenha autorizado a cirurgia, a operadora recusou o pagamento da tecnologia, sob a justificativa de que o método não consta no rol de procedimentos obrigatórios da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A defesa do paciente recorreu ao Judiciário e conseguiu assegurar a cobertura.
O recurso apresentado pela Hapvida Assistência Médica foi analisado pela Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que manteve a decisão de primeira instância por unanimidade. A relatoria ficou com a juíza convocada Tatiane Colombo.
No voto, a magistrada ressaltou que a operadora não questionou o diagnóstico nem a necessidade da intervenção cirúrgica, limitando-se a contestar apenas a técnica indicada. Para o colegiado, a ausência do procedimento no rol da ANS não elimina a obrigação de cobertura quando há prescrição médica fundamentada, especialmente em casos de câncer.
A decisão também destacou que a demora ou recusa no tratamento pode agravar o quadro clínico e comprometer as chances de recuperação, configurando violação aos direitos à saúde e à vida. Com isso, foi mantida a determinação para que a operadora arque com todos os custos da cirurgia robótica prescrita.
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