Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Cientistas criam spray que estanca sangramentos graves em segundos

Pesquisadores sul-coreanos desenvolveram um spray hemostático de nova geração capaz de estancar sangramentos graves de forma praticamente imediata. Ao entrar em contato com o sangue, o pó se converte em um gel flexível — conhecido como AGCL — que sela feridas profundas, acelera a coagulação e cria uma barreira resistente sobre a lesão.

A inovação foi pensada especialmente para cenários extremos, como campos de batalha e atendimentos pré-hospitalares, onde o controle rápido da hemorragia é decisivo para a sobrevivência. Dados citados pelos pesquisadores indicam que 91,5% das mortes potencialmente evitáveis em combate estão ligadas à perda excessiva de sangue, o que torna a aplicação da tecnologia estratégica para salvar vidas.

Além da ação rápida, o spray apresenta características consideradas essenciais para uso em emergências: é antibacteriano, resistente, fácil de aplicar e tem validade de até dois anos em temperatura ambiente, dispensando refrigeração ou preparo complexo.

Embora ainda não haja uma data oficial para o lançamento comercial, a expectativa é que o produto transforme protocolos de primeiros socorros e atendimento médico de urgência, ampliando as chances de sobrevivência em acidentes, conflitos armados e desastres de grande escala.

Leia Também:  Sexta-feira (30): Mato Grosso registra 362.094 casos e 9.778 óbitos por Covid-19
Propaganda

Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

Leia Também:  Vacinação contra a gripe atinge 90% de cobertura no Brasil

A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

Leia Também:  O mistério da histeria coletiva que afetou 39 estudantes na Malásia

“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA